Acre registra a maior taxa de bens para consumo da região Norte

Acre tem a maior taxa de bens para o consumo da região Norte, apontou  a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas no quesito outras formas de trabalho, o estado desponta com a taxa de 12,2%, sendo a maior da região Amazônia  e a terceira do Brasil. Em contrapartida, os estados com maiores taxas do país são: Piauí (22,3%) e Maranhão (14,9%) e de menores taxas, Rio de Janeiro (1,7%) e Brasília (2,5).

O levantamento revelou ainda que a taxa de realização de produção para o próprio consumo é maior entre homens, o único estado que esse dado diferente  é o de Rondônia. Em relação às atividades de próprio consumo, 88,6% afirmaram realizar cultivo, pesca, caça e criação de animais; 19,5%, produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material; 3,0%, fabricação de calçados, roupas, móveis, cerâmicas, alimentos ou outros produtos e 3,3%, construção de prédio, cômodo, poço ou outras obras para próprio uso.  Em relação a 2018, houve acréscimo, apenas no cultivo, pesca, caça e criação de animais, nos outros houve redução dos percentuais, com mais destaque para “produção de carvão, corte e coleta de lenha, palha ou outro material” (- 10,6 p. p.).

As mulheres têm as maiores taxas de afazeres domésticos em todas as regiões do país, inclusive no Acre não é diferente, a taxa de afazeres domésticos dos homens é de 78,2%,  enquanto as mulheres têm o total de 92,3% das mesmas atividades. O único serviço no qual os homens (127 mil, 49,5%) se sobressaem sobre as mulheres (72 mil, 23,3%), é em fazer pequenos reparos ou manutenção do domicílio, do automóvel, de eletrodomésticos ou outros equipamentos. Em 2019, 85,4% das pessoas de 14 anos ou mais realizaram afazeres domésticos, em seu próprio domicílio ou em domicílio de parente. Esse percentual corresponde a 556 mil de pessoas, um acréscimo de 22 mil em comparação a 2018 (86%).

Sobre o cuidado de pessoas, as mulheres também tem a maior taxa em relação aos homens, mas no estado a taxa de realização é de 34,6 para as mulheres e de 23,9 para os homens. A região Norte e nordeste apresentam as maiores diferenças entre essas taxas, 13,5% e 13,7% respectivamente. A realização de cuidados está ligada principalmente à presença de crianças no domicílio. Entre os grupos de idade analisados, a maior taxa de realização foi a de pessoas de 25 a 49 anos (39,3%), faixa etária em que é mais provável a presença de filhos no domicílio. Entre os jovens de 14 a 24 anos, a taxa foi de 26,9%, enquanto entre os de 50 anos ou mais, 14,6%. As mulheres de 25 a 49 anos tinham a maior taxa de realização (44,3%) e os homens 50 anos ou mais, a menor (34,1%). (Com informações da assessoria do IBGE/AC)