Acre registrou 42 mil pessoas desocupadas no mês passado

Cezar Negreiros

A pesquisa apontou que de junho para julho, a proporção de pessoas afastadas devido à pandemia no total de pessoas ocupadas caiu de 21,3% para 15,4%.  O Acre  teve a segunda maior redução nesse indicador (-5,9 p.p.). Nas cinco regiões, o número de horas trabalhadas para as pessoas que estavam ocupadas voltou a crescer, refletindo a retomada gradual das atividades. No Acre, o número médio de horas habituais foi 38 horas por semana e o das que de fato foram trabalhadas na semana de referência foi, em média, 28 horas.  O total de pessoas desocupadas em julho foi de 42 mil, 2,3% abaixo do total de junho (em termos absolutos, equivalem a menos 1000 pessoas).

Ocupação – Reginaldo Lopes da Silva, da supervisão de disseminação de informação da unidade do IBGE no Acre, contou que o Acre e Rondônia apresentaram a menor queda da população desocupada. O Maranhão teve a maior alta (20,0%). A população fora da força de trabalho, em julho, foi estimada em 358 pessoas (+3,7% em relação a junho). Deste total, 60,3% (175 mil) gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, e 44,1% (128 mil) não buscaram trabalho devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar. Em junho, entre as pessoas que embora quisessem trabalhar não o fizeram 40,6% alegaram como principal motivo a pandemia ou a falta de trabalho na localidade.

Reginaldo acrescentou ainda que o rendimento domiciliar per capita teve alta de 2,1% no estado.  O rendimento médio real domiciliar per capita efetivamente recebido em julho foi de R$ 929, ou seja, 2,1% acima do valor de junho (R$ 910). “As regiões Nordeste e Norte apresentaram os menores valores, R$ 899 e R$ 903, respectivamente”, destacou.

Cerca de 45 mil pessoas tinham feito algum teste para diagnóstico do coronavírus no estado até o mês passado, apontou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid19).  Sendo que 43,1% dos testados (ou 19 mil pessoas) obtiveram resultado positivo, enquanto  56,8% negativo no exame sorológico.  O levantamento revelou que a população estimada em 878 mil, havia 125 mil pessoas (ou 14,2% da população) com alguma comorbidade, mas a hipertensão a mais frequente (9,1%).

As demais prevalências ficaram assim distribuídas: asma ou bronquite ou enfisema (3,1%); diabetes (3,0%); doenças do coração (1,3%); depressão (1,3%) e câncer (0,5%).   “O percentual de pessoas com alguma doença crônica e que testou positivo para a Covid19 foi de 4,8%”, informou.  Quanto ao comportamento diante da pandemia, aproximadamente 12 mil (1,3% da população) não adotaram qualquer medida de restrição em julho; 226 mil (25,7%) reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa; 319 mil (36,3%) ficaram em casa e só saíram em caso de necessidades básicas e 319 mil (36,3%) ficaram rigorosamente isolados.  (Com informações da Assessoria do IBGE)