Acre tem mais beneficiários do Bolsa família que empregados com carteira assinada

Cezar Negreiros

Acre conta com 80.052 trabalhadores com carteira assinada, enquanto o Programa Bolsa Família (PBF) contempla 90.815 famílias beneficiárias, que corresponde por uma diferença de mais de 10 mil contemplados nos municípios. Desde a retomada das atividades econômicas com a flexibilização da quarentena, o setor comercial e empresarial contabilizou a geração de aproximadamente 1.500 postos de trabalho com carteira assinada. “Temos registrado um crescimento significativo do Microempreendedor Individual (MEI) para atuarem no sistema de delivery”, observou o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre ( ACISA ), Celestino Bento.

Aproximadamente 138.220 famílias no estado estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (Cadúnico), mas as beneficiários do Bolsa família chegam em torno de 90.815 famílias.  O levantamento apontou que 89.801 família do Cadúnico contam com uma renda per capita de apenas R$89,00, 12.066 família com rendimento  que varia entre R$89,00 até 178,00 e 6.490 famílias acima de meio salário mínimo (pouco mais de R$500,00).  Apesar do Bolsa tem sido criado em 2004 durante o governo do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ´para  atender famílias que estavam em completa situação de extrema pobreza, que tenham crianças ou adolescentes na faixa etária dos zero aos 17 anos de idade.

Em contrapartida, em cerca de 10 Estados têm mais beneficiários do Bolsa Família, que trabalhadores em emprego formal, mas na região Norte foram três: Acre, Amazonas e Amapá. O levantamento apontou que no Amazonas são 409.908 beneficiários do programa do Ministério da Cidadania, enquanto empregados com carteira assinada fechou em torno de 400.096 trabalhadores e no Amapá 76.703 contemplados com o programa social do governo federal e apenas 68.540 empregos formais.

Somente três estados na região Norte (Tocantins, Rondônia e Roraima) e três na região Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco) registram mais trabalhadores com carteira que benefícios do Bolsa. O estudo apontou que nos municípios mais pobres piorou a situação econômica em virtude da pandemia. Nesse período, o levantamento revelou que entre 8 a 10 Estados do Norte e do Nordeste despontaram com mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada.