Além de Nicolau Júnior, ex-presidentes da Aleac Ney Amorim, Edvaldo Magalhães e Elson Santiago são investigados pela Polícia Federal

A investigação da Polícia Federal de desvios de recursos da Assembleia Legislativa, que resultou nas operações Acúleo e Dirty Safe pode atingir outros três ex-presidentes da mesa diretora. Nicolau Júnior, afastado nessa quinta-feira pela Justiça e Ney Amorim, que foi presidente de 2015 a 2018, já viraram alvos da Polícia Federal e estão envolvidos em duas investigações diferentes, cada um.

Mas a devassa da Polícia Federal pode envolver também mais dois ex-presidentes: Edvaldo Magalhaes, que chefiou a mesa diretora de 2007 a 2010, e Elson Santiago de 2011 a 2014.

O nome deles surgiu depois que documentos apreendidos nas primeiras operações apontaram que o esquema de rachadinhas, contratação de funcionários fantasmas e fraudes em contratos são mais antigos, por isso as investigações vão usar como ano base o de 2010.

Por isso, documentos dos últimos 10 anos estão sendo analisados e podem trazer novas medidas restritivas e até prisões para envolvidos.

Nos últimos meses 13 Funcionários da Assembleia foram afastados e por último 3 deputados estão impedidos, por decisão judicial, de adentrar o prédio, inclusive o presidente afastado da casa, Nicolau Júnior, que por 90 dias não pode exercer a função de parlamentar. Ele já foi alvo de duas operações da Polícia Federal, a última na quinta-feira passada. Ele está acompanhado nas acusações de Manoel Morais e Antônia Sales, que também não podem chegar perto da sede do legislativo e nem ter contato com os servidores. O trio está sendo acusado de desvio de recursos da assembleia através de notas fiscais frias e superfaturadas, um desfalque de R$ 18 milhões.

O ex-presidente da Assembleia, Ney Amorim, também está sendo investigado. Os gastos em sua gestão já fizeram a Polícia Federal deflagrar duas operações, e mais uma vez a sede da assembleia foi tomada por agentes e delegados.

A investigação aponta um esquema de desvio de recursos com contratos de publicidade, e assim, como Nicolau Júnior, Antônia Sales e Manoel Morais está sendo investigado por contratação de funcionários fantasmas e as famosas rachadinhas, quando o assessor devolve parte do salário para o deputado que o indicou.

Além dos políticos, empresários também estão sendo investigados. Nessa quinta-feira (29) mais de R$ 200 mil estavam na casa de uma deles. Para esconder tanto dinheiro até disfarçou um cofre. Criou uma tomada de energia falsa. Por trás do material elétrico tinha um cofre na parede.

Na primeira operação na qual Nicolau Júnior era alvo a polícia encontrou R$ 120 mil na casa dele.