Amazônia teve desmatamento recorde em junho

A Amazônia bateu novo recorde nos alertas de desmatamento em junho, com os sinais de devastação atingindo mais de 3 mil km² no semestre, um aumento de 25%. A estimativa é que taxa oficial de desmatamento, medida de agosto de um ano a julho do ano seguinte, seja ainda maior que a registrada no período encerrado em 2019, até então o maior em 11 anos. A um mês do fim deste período, registros já são 64% maiores. Governo enfrenta pressão de investidores para reduzir devastação da floresta.

A Amazônia registrou 1.034,4 km² de área sob alerta de desmatamento em junho, recorde para o mês em toda a série história, que começou em 2015. No acumulado do semestre, os alertas indicam devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019.

Os dados são do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), atualizados nesta sexta-feira (10).

O Brasil enfrenta pressão de investidores estrangeiros para diminuir o desmatamento na Amazônia. O vice-presidente Hamilton Mourão disse para investidores que o Brasil busca reduzir o desmatamento, mas os dados mostram aumento na tendência de desmate.