Aulas presenciais nas redes pública, privada e universidades devem permanecer suspensas por mais 60 dias

Todo o setor educacional do Acre, do ensino infantil ao universitário, tanto público como privado vai permanecer sem aulas por pelo menos mais 60 dias. A definição vai sair na próxima semana, adotada pelo Comitê Acre sem Covid, diante do agravamento da contaminação no Estado. A decisão vale do ensino infantil, pré-escola, ensino fundamental, médio, especial, EJA e universidade.

A decisão foi antecipada ontem e dada como inevitável pelo secretário estadual de Educação, Mauro Cruz, que afirmou não ser possível expor professores, servidores e estudantes a riscos diante dos altos números de infecções em todos os municípios.

Esta semana já houve uma reunião prévia com gestores de todos os níveis de ensino e, no começo da próxima semana outro encontro vai reunir diretores, professores, empresários e professores da rede privada e representantes de grupos de pais para definir estratégias.

Pelo menos dez estados do país, inclusive o Acre, haviam manifestado a intenção de retomar as aulas presenciais, mas em grande parte a opção está sendo revista. Em Manaus, uma das primeiras capitais a retomar as aulas, a situação de absoluto caos do sistema de saúde inviabiliza a abertura de escolas.

Uma ideia lançada pelo prefeito Bocalom, de incluir os professores entre os grupos prioritários para a vacina já agora esbarra em dois problemas: a falta de vacinas para atender toda a categoria e o fato de que os estudantes não seriam imunizados, podendo levar o vírus a seus familiares.

O Acre possui, só na rede pública estadual 13 mil servidores e 170 mil alunos. A prefeitura da capital tem cerca de 30 mil estudantes matriculados. A rede privada que se articulava para a retomada das aulas presenciais também terá que se adequar aos ditames do Comitê da Covid.