Auxílio emergencial terá impacto positivo de 5,86% no PIB do Acre

O auxílio emergencial de R$ 600, destinado à população mais vulnerável e que teve perda de renda com a crise provocada pela pandemia de covid-19 e que foi prorrogado por mais dois meses, deve contribuir para um ganho médio de 5,86% no Produto Interno Bruto (PIB) nominal no Acre. Desta forma o estado ficará em sétimo lugar entre as unidades da federação que mais terão crescimento de renda gerado por esse auxílio. No Brasil, as cinco parcelas do auxílio de R$ 600 devem gerar um impacto acumulado com ganhos relativo representando até 2,46% do PIB nacional.

Essa á uma das conclusões do “Estudo de Avaliação da Renda Básica Emergencial: Aspectos de Focalização e Eficácia do Programa”, realizado pelos economistas Ecio Costa, professor da Universidade Federal e Pernambuco (UFPE) e Marcelo Freire, gerente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco (SDEC-PE). Antes, a expectativa de ganho nacional no PIB era de 1,5% com as três parcelas do auxílio.

O benefício vai ajudar a minimizar o impacto da crise provocada pela covid-19 no PIB brasileiro. O programa terá maior eficácia nas regiões mais pobres do país. As regiões Norte e Nordeste são as mais beneficiadas pelo auxílio emergencial e serão o destino de 38,28% dos recursos disponibilizados. Os estados dessas duas regiões possuem, em média, 51% dos beneficiários do programa oriundos do Bolsa Família, com Piauí e Maranhão com as maiores taxa, de 58,4% e de 57,7%, respectivamente.