Barraco, troca de acusações e rachas marcaram convenção que indicou chapa Minoru-Celestino Bento

Integrantes do PSL criticaram tentativa de imposição de Rocha

Confusões, bate-bocas, trocas de ameaças e de acusações, uma votação que não valeu e até promessas de incentivo ao voto camarão por parte dos vereadores marcaram a tensa convenção conjunta do PSDB e do PSL na manhã de sábado. No comando do PSL, o vice governador Rocha conseguiu impor, não sem muitos problemas, o nome do empresário Celestino Bento, presidente da Acisa, como vice na chapa de Minoru Kinpara, PSDB, como candidato a prefeito de Rio Branco.

Mas foi preciso muita confusão para a consolidação da chapa, diante da insatisfação generalizada dos integrantes do PSL, que acusaram, o vice-governador de querer impor um nome goela abaixo do partido, agindo sem consulta ao partido, que queria indicar o Coronel Ulysses Araújo para o cargo.

O prenúncio da crise já poderia ser sentido nas mensagens que circularam em grupos de WhatsApp desde a noite de sexta-feira, quando o candidato Minoru anunciou Celestino como seu companheiro.

Rocha montou a convenção de tal forma que Celestino fosse aclamado como vice, mas um grupo de militantes e candidatos a vereador do PSL protestou e ameaçou se retirar da reunião. A solução foi propor uma votação para escolha do indicado. Essa proposta só vingou depois de intensa troca de acusações entre Ulysses e Rocha. O vice-governador afirmou que o Coronel “não tinha representatividade”, mas Araújo retrucou: “quer ser o rei”. O clima ficou pesado a convenção teve que ser suspensa por alguns minutos.

Na votação proposta pelos descontentes, o resultado foi cabal. o coronel Ulysses venceu a disputa no voto e bateu o candidato de Rocha por 7 a 2. Nova situação de impasse.

Para evitar a judicialização da convenção, Ulysses aceitou enfim retirar seu nome com algumas exigências. Foram elas: não perseguir os filiados que foram contra Celestino,  garantir que o Fundão eleitoral será distribuído de forma igualitária para todos os candidatos e que caso Minoru vença as eleições, acolha os correligionários que não obtiveram êxito nas urnas. Ou seja, a promessa de empreguismo explícita.

Rocha aceitou tudo imediatamente, sem indicação de que teria poder de cumprir. o major assumiu compromissos que deveriam ser de alçada do candidato a prefeito, Minoru Kinpara que, se eleito, terá que acomodar os derrotados do PSL em cargos de confiança na prefeitura.

Ao fim da pendenga, ficou claro que dentro do PSL, o candidato Celestino Bento não é bem visto e que o vice-governador Major Rocha não tem p controle das mentes e posições dentro do partido para impor o que bem entender. Mas o acordo prevaleceu para que Celestino eja o vice do partido na chapa com Minoru. O PSL terá 28 candidatos a vereador na capital, muitos deles pregando ostensivamente o voto camarão, descartando a candidatura majoritária. O PSDB terá 26 candidatos a vereadores. O Cidadania também integra a aliança em torno de Kinpara.