BASA diminui em R$ 120 milhões recursos disponíveis para o Acre

Em mais uma prova do costumeiro descaso com os pleitos e necessidades do Acre, A superintendência regional do Banco da Amazônia (BASA) vai disponibilizar apenas R$380 milhões, para o fomento do setor produtivo no estado em 2021. O montante é quase 25% menor que os recursos destinados em 2020, cujo total chegou a a quase R$500 milhões para as operações do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).

Apesar da queda de pelo menos RS120 milhões, os recursos do FNO serão divididos entre os seguintes segmentos: agricultura familiar, agronegócio empresarial, microempreendedores, empreendimentos de infraestrutura, financiamento estudantil e o fomento de empresas de todos os portes. Para a gerente executiva de Planejamento do Basa, Márcia Kitagawa, as novidades para esse ano são a reformulação dos programas e linhas de financiamentos, com destaque às linhas verdes que apresentam condições diferenciadas de taxas e prazos nos financiamentos, com indução das práticas sustentáveis nos empreendimentos regionais.

Márcia destaca que o Banco quer reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da Amazônia, quando aposta no financiamento aos empreendimentos regionais que irão gerar renda e empregos, que ela considera fundamentais nesse processo de retomada econômica no país.

A instituição deve priorizar cinco programas – FNO Amazônia Rural, Amazônia Empresarial, Amazônia Fies, Pronaf, Amazônia MPO e Amazônia Infra, que constam no Plano de Aplicação disponível no site da instituição.

Os gerentes do Basa estão de prontidão nas agências espalhadas pelo interior do estado para tirar dúvidas dos empresários, pecuaristas e produtores rurais que tenham pretensão de captar os recursos do FNO. Com o avanço da fronteira agrícola em decorrência da expansão da sojacultura, os produtores podem captar recursos para ampliar a área plantada neste ano. A área cultivada no ano passado registrou um crescimento para sete mil hectares, bem acima do ano anterior que fico em apenas dois mil hectares.

As operações de crédito destinadas ao agronegócio corresponderam a cerca de 60% das operações, quando no ano de 2017 respondeu por apenas 40% das operações financeiras do Basa no estado.