BB fechará oito agências em sete municípios acreanos

Reestruturação pode fechar agências do BB em todo o Estado

O programa de reestruturação da do Banco do Brasil pode representar o fechamento de até oito agências em sete municípios acreanos. Estão nessa relação as agências da avenida Ceará e da Via Chico Mendes do Segundo Distrito, ambas em Rio Branco, a agência Catedral em Cruzeiro do Sul, a agência de Mâncio Lima, Feijó, Bujari, Xapuri e Assis Brasil. “Vamos acionar a Justiça do Trabalho para postergar esta demissão em massa dos bancários”, prometeu o presidente do Sindicato dos Bancários do Acre, Eudo Rafael. O Banco pretende demitir ou negociar a saída de cinco mil funcionários.

O sindicalista disse que o impacto social será muito forte para a categoria. Destacou que a diretoria da entidade vai se reunir para traçar as estratégias de enfrentamento ao processo de enxugamento dos bancos públicos. “As filas nas agências se multiplicarão nos próximos meses, como tem ocorrido com o fechamento das agências do Bradesco desde o ano passado”, lamentou.

Observou que o fechamento completo das agências em cinco municípios gerará severos transtornos para a população do Vale do Envira e do Alto Acre. Para o sindicalista, nestas localidades, a agência do BB é o único ponto de apoio para os servidores públicos (estaduais e municipais) receberem o seu pagamento e para os comerciantes fecharem as suas transações comerciais. “A cidade de Mâncio Lima contará apenas com um único correspondente bancário”, revelou.

Previsão – O fechamento de 112 agências, sete escritórios e 242 postos de atendimento do Banco do Brasil no país resultará na demissão em massa de aproximadamente cinco mil trabalhadores. A instituição disponibilizará dois Programas de Demissão Voluntária (PDV) no primeiro semestre deste ano, o primeiro chamará de Programa de Adequação de Quadros (PAQ), enquanto o segundo de Programa de Desligamento Extraordinário (PDE). O BB pretende otimizar a força de trabalho para equacionando problema de vagas e excessos funcionários nas unidades mantidas pelo banco público, que nos próximos quatro anos poderá gerar uma economia de R$ 3 bilhões.