Bittar diz que Bolsonaro autorizou a inclusão de um novo programa social no Orçamento

Depois do confronto entre o presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, que levou o presidente a encerrar as discussões sobre o programa Renda brasil, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento da União para 2021, disse nesta quarta-feira (16) que foi autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro a incluir despesas com um novo programa social em seu relatório.

Bittar teve uma reunião com o presidente no Palácio do Planalto e falou com a imprensa após o encontro.

Na terça-feira (15), Bolsonaro disse que estava proibido de se falar de Renda Brasil dentro do governo até o fim do mandato dele, em 2022. O Renda Brasil era o programa que o governo pretendia criar para substituir o Bolsa Família. O presidente disse que estava desistindo do programa depois que a equipe econômica começou a defender cortes de outros benefícios para financiar o Renda Brasil.

Agora, o senador acreano, relator do Orçamento levanta novamente a criação de um novo programa social, para auxiliar a população de baixa renda após o fim do pagamento do auxílio emergencial, em dezembro, como era a ideia do Renda Brasil.

“Tomei café da manhã com o presidente da República. Antes do almoço conversamos mais um pouco, e eu fui solicitar ao presidente, se ele me autorizava a colocar dentro do Orçamento a criação de um programa social que possa atender milhões de brasileiros que foram identificados ao longo da pandemia e que estavam fora de qualquer programa social. O presidente me autorizou”, disse Bittar.

“Não adianta agora a gente especular do que vai tirar, onde que vai cortar, mas estou autorizado pelo presidente, ele me deu sinal verde. E, a partir de agora, vou conversar com os líderes do governo no Senado e na Câmara, conversar com a equipe econômica. Mas, a semana que vem, a ideia é apresentar um relatório que tenha as PECs e a criação desse programa”, afirmou o senador.

Em sua página no facebook, o senador acreano postou que “o que é fundamental é que, a partir de janeiro, o decreto de calamidade vai ter terminado, mas você tem 20 milhões de brasileiros que vão continuar desempregados. E o Estado precisa deixar esses brasileiros irem dormir no dia 31 de dezembro tranquilos com o programa já criado, garantindo dignidade humana.”