Câmara busca consenso para votar adiamento das eleições

O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia ainda não tem data para votar o projeto aprovado pelo senado que adia as eleições municipais para 15 de novembro. Ele não quer se arriscar a pautar a votação sem a certeza da aprovação. Líderes divergem sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada no Senado.

Pelo calendário eleitoral, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, para 25 de outubro. A PEC aprovada pelos senadores nesta terça-feira (23) adia o primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.

Para a mudança valer, a matéria precisa também do aval dos deputados. Por se tratar de uma alteração na Constituição, são necessários ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação.

O adiamento das eleições tem sido discutido nos últimos meses por Congresso Nacional, Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e especialistas, como medida para minimizar o risco de contágio da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já se manifestou a favor do adiamento das eleições, mas reconhece que ainda não há acordo entre os deputados sobre o tema. Por isso, não sinalizou com uma data de votação.

Há quem defenda que sejam mantidas as datas originais. Nos bastidores, há uma pressão de prefeitos candidatos à reeleição que defendem a eleição em outubro porque já estão no cargo e são conhecidos do eleitor. Na interpretação deles, o adiamento favoreceria opositores.

Há ainda um grupo na Câmara que defende adiar as eleições para 2022, com a prorrogação dos atuais mandatos. Nas entrevistas à imprensa, porém, Rodrigo Maia tem sido categórico ao considerar essa alternativa inconstitucional.