Candidatos com apoio das igrejas evangélicas podem ter vantagem na disputa

Cientista político Nilson Euclides faz avaliação de quadro

Cezar Negreiros

Chegou a hora de a sociedade acreana eleger um candidato evangélico para a prefeitura de Rio Branco? Esta é a indagação que fazem os cientistas políticos, se os candidatos apoiados pelas igrejas pentecostais e neopentecostais na Capital acreana podem levar vantagem em relação aos demais adversários que estão no páreo da disputa.

O pastor Jamyl Asfury, a pastora missionária Antônia Lúcia Câmara e o professor Minoru Kinpara buscam atrair esta parcela da sociedade para chegar ao segundo turno. De acordo com o presidente da Associação dos Ministros Evangélicos do Acre (AMEACRE), pastor Paulo Lacerda este ano está um tanto pulverizado. Um candidato evangélico é interessante, mas antecipa que pauta cristã é defendida também por quem não é evangélico. Desta-ca que uma coisa é certa, quem não for solidário ao pensamento bolsonarista não terá o apoio da maioria evangélica.

“A nossa preferência poderá ficar para o segundo turno”, declarou o religioso.

Para o cientista político Nilson Euclides, o apoio da comunidade evangélica é muito importante, porque nas duas últimas décadas registrou um crescimento expressivo. Porém, os analistas políticos devem ter muito cuidado nas previsões, porque mistura de política e religião historicamente não deu bons resultados.

“Temos um candidato que conta com apoio de uma parcela da comunidade evangélica, mas dificilmente Jamyl Asfury chegará ao 2º turno desta eleição por falta de apoio político das demais legendas”, prevê.

PREVISÃO

O professor universitário destaca que se considerar o exreitor da Universidade Federal do Acre (Ufac) Minoru Kinpara e Antonia Lúcia, as chances de capitalizar es-tes votos são bem maiores.

Euclides acredita que o profes-sor Minoru Kinpara e a prefeita Socorro Neri têm mais chances de chegar ao 2º turno, sem subestimar a candidatura do Roberto Duarte que corre por fora. “Não podemos ignorar a candidatura do Tião Bocalom que também pode surpreender e chegar à reta final”, observou.

A capital acreana conta com 256.673 eleitores aptos para votar no pleito deste ano, que corres-ponde por 45,73% do eleitorado do estado. Para vencer a disputa, um dos setes candidatos à suces-são municipal precisará conquistar 51% dos votos válidos para levar a disputa no primeiro turno. Se o candidato mais votado obter apenas 45% dos votos váli-dos, enquanto os dois principais adversários conquistarem 25% e 24% dos votos válidos, o segundo mais votado estará 2 º turno. “Se Minoru não apresentar queda nas próximas pesquisas, estará com a vaga garantida, caberá os demais candidatos correr atrás dos votos para chegar a reta final”, finalizou o cientista político.