Candidatos ignoram famílias em situação de vulnerabilidade social

Acre tem mais de 138 mil famílias inscritas no CadUnico

Cezar Negreiros

Os candidatos apresentaram todos os tipos de propostas nos seus planos de governo, mas esqueceram das famílias que estão em completa situação de vulnerabilidade social. Os postulantes a administrar as cidades acreanas não expuseram a sociedade acreana sobre o seu programa de renda mínima, caso seja escolhido para governar o seu município. Afinal de contas, o Estado conta com 138.508 famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no Cadastro Único (CadUnico), enquanto 90.753 famílias são assistidas pelo Programa Bolsa Família (PBF) do Ministério da Cidadania.

A Capital acreana contava no primeiro semestre deste ano, com 25.556 beneficiários, seguido de Cruzeiro do Sul, com 10.317 contemplados, o município Tarauacá tem 7.261 beneficiários do programa social, Feijó e Jordão contabilizam 4.925 famílias assistidas pelo Programa Bolsa Família. Os demais municípios acreanos estão assim distribuídos: Acrelândia, com 1.791 famílias; Assis Brasil, com 1.414; Brasileia, com 3.340; Bujari, com 1.363; Capixaba, com 1.400; Epitaciolândia, com 1938 beneficiários; Mâncio Lima, com 3.214; Manoel Urbano, com 1.727; Marechal Thaumaturgo, com 2.770; Plácido de Castro, com 1.631; Porto Acre, com 2.636; Porto Valter, com 1.501; Rodrigues Alves, com 2.574; Santa Rosa do Purus, com 1.126; Sena Madureira, com 6.869 contemplados; Senador Guiomard, com 4.051e Xapuri, com 2.090 famílias assistidas pelo programa social.

Somente no mês passado cerca de 140 mil acreanos receberam o auxílio emergencial do governo federal, no mês anterior chegaram em torno de 141 mil domicílios, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em setembro, o rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios, onde nenhum dos moradores recebia algum auxílio emergencial do governo era de R$ 1.493 (em média), que correspondia o dobro daqueles onde algum morador recebia o auxílio emergencial de R$ 600.

O estado contabilizou em setembro deste ano, com 111 mil trabalhadores informais, enquanto 257 mil ocupados, chegaram a casa dos 226 mil trabalhadores que não estavam afastados da atividade que tinham, em decorrência da pandemia. Os que estavam trabalhando de forma remota (à distância, home office) correspondia por apenas 5,7% da população ocupada, que correspondia por 17 mil de pessoas em maio, 15 mil em junho, caiu para 13 mil em julho, subiu para 14mil em agosto e fechou o mês de setembro com 13 mil.

Em setembro, dos 257 mil ocupados, 31 mil estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência, das quais 25 mil estavam afastados devido ao distanciamento social, representando quedas de 13,8% e 9,8% em relação ao total de pessoas afastadas verificado em agosto (respectivamente em relação às pessoas afastadas por qualquer motivo e às pessoas afastadas por causa do distanciamento social ou falta de trabalho na localidade).

O levantamento do IBGE apontou que o estado apresentou a maior proporção da população ocupada que estava afastada do trabalho devido ao distanciamento social, chegou a casa dos 9,8%. Em relação aos grupamentos de atividade, o de outros serviços continuou registrando o menor percentual de pessoas afastadas (2,3%), enquanto os grupamentos da Administração pública, defesa e seguridade social, educação e saúde (25,8%), Comércio: reparação de veículos automotores e motocicletas (17,0%) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (13,7%) foram os que tiveram maior proporção de pessoas afastadas do trabalho. Em todos os grupamentos pesquisados houve redução, de um mês para o outro, na proporção de pessoas afastadas devido ao distanciamento social.