Capital acreana registra aumento dos casos de dengue

Cezar Negreiros

Com a chegada do inverno amazônico e as intensas chuvas, alguns bairros da capital acreana já começa registrar um elevado índice de infestação do mosquito da dengue. O Aedes aegypti é o principal vetor de transmissão da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela urbana. Moradores do Belo Jardim, da Baixada da Sobral, Estação Experimental e Calafate estão apreensivos com o aumento dos casos.

A diretora da Vigilância Epidemiológica Municipal, Socorro Martins em entrevista concedida a imprensa no decorrer da semana, manifestou preocupação com a chegada das chuvas torrenciais. A gestora informou que os agentes epidemiológicos já estão percorrendo os locais de risco, para orientar a população rio-branquense dos cuidados que devem tomar para evitar a proliferação do vetor. O temor das autoridades da área da saúde, porque circula no país quatro sorotipos que são responsáveis pela ocorrência de surtos.

Apesar das medidas preventivas, a cidade de Rio Branco registrou no ano passado uma infestação predial de 7.3, enquanto o tolerado pelo Ministério da Saúde (MS) é de 1%. Durante um mutirão no bairro Adalberto Sena, a presença do mosquito da dengue foi detectado em 37% dos imóveis vistoriados, conforme o relatório do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). Foram notificados 4.375 casos de dengue na capital acreana, mas apenas 2.593 casos com sorologia positiva no mês de janeiro de 2019.

O Zika vírus foi responsável por um surto de microcefalia no país em 2015, depois da descoberta dos primeiros casos no estado do Pernambuco e o óbito de bebê no Ceará, que nasceu com microcefalia e outras malformações congênitas. A chikungunya é causada por um vírus, transmitido para humanos por mosquitos infectados do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores.

Medidas de prevenção

A recomendação é manter as caixas d’água, tonéis, bacias e barris que acumulam água para o consumo doméstico, bem fechados; Lavar com água e sabão tanques e caixas d’água utilizados para armazenar água todas as semanas; Não deixar água acumulada sobre a laje ou corredores no entorno da residência; Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana; Deixar as garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo no quintal para evitar acumulo de água de chuva; Guardar pneus usados, em locais cobertos.

Fazer a manutenção de piscinas, tampar ralos, colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento e não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas; os vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente, inclusive lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para evitar acumular a água da chuva; recolher os sacos plásticos e remover o lixo do quintal.