Cerca de 70 mil fizeram testagem para diagnóstico da covid-19

O número de pessoas que fizeram algum teste de diagnóstico da covid-19 no mês passado chegaram em torno de 70 mil pessoas no estado, o equivalente a 7,9% da população do Estado, mas 29 mil testaram positivo para a doença. Em setembro, 61 mil haviam feito o teste e 27 mil receberam o diagnóstico posito da doença, conforme os dados da edição mensal da PNAD COVID19, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Distrito Federal (23,9%) foi a Unidade da Federação com maior percentual de testes realizados, seguido por Piauí (19,1%) e Goiás (18,9%), enquanto com os menores percentuais foram registrados em Pernambuco (7,9%), Acre (7,9%) e Minas Gerais (9,3%). Por grupos de idade, o maior percentual de pessoas que fizeram algum teste para detecção da Covid-19 foi entre 30 a 59 anos de idade (11,7%), seguido pelos grupos de 60 anos ou mais de idade (10,3%) e de 20 a 29 anos de idade (10,2%). Entre as pessoas sem instrução ao fundamental incompleto, 4,1% realizaram e, entre aqueles com superior completo ou pós-graduação, 20,7%.

O percentual de realização dos testes para diagnóstico da doença é maior no grupo das pessoas com maior rendimento domiciliar per capita, chegando a 23,4% para as pessoas na faixa de quatro ou mais salários-mínimos. No mesmo período, apenas 5,7% das pessoas na faixa de menos de meio saláriomínimo fizeram algum teste. De acordo com o levantamento, três tipos de testes são abordados pela pesquisa: o SWAB, exame em que o material é coletado com cotonete na boca e/ou nariz; o teste rápido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do braço. Dos 79 mil de pessoas que fizeram o teste, 23 mil fizeram SWAB e, destas, 11 mil receberam diagnóstico positivo.

A pesquisa também apontou queda no contingente daqueles que relataram ter algum sintoma de síndromes gripais. Em outubro, 28 mil pessoas afirmavam ter algum dos sintomas abordados pela pesquisa, como tosse, febre e dificuldade para respirar. Esse número representa 3,2% da população acriana. Em maio, quando a pesquisa foi iniciada, 113 mil, ou 12,8% dos brasileiros, apresentavam algum dos sintomas.

Auxílio emergencial – Em outubro, o percentual de domicílios onde algum morador recebeu algum auxílio para combater os efeitos da pandemia foi de 59,6%. Em setembro era de 60,1%. Foram atendidos 128 mil em outubro frente aos 140 mil de setembro. O percentual de domicílios onde algum morador recebia auxílio emergencial ficou estável nesses últimos quatros meses. Entre os tipos de auxílio abordados pela pesquisa, estão o emergencial, destinado a trabalhadores informais, microempreende-dores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e a complementação do Governo Federal pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Norte (58,4%) e Nordeste (56,9%) foram as regiões que tiveram os maiores percentuais de domicílios recebendo auxílio. Entre os estados, o Amapá (68,6%) foi estado com maior proporção, seguido de Pará (62,2%) e Maranhão (63,3%). Acre vem em quinto com 59,6%.

As regiões que têm mais domicílios com pessoas receben-do auxílio ainda são Norte e Nordes-te, onde as pessoas estão mais dentro dos critérios para receber o auxílio. Esse percentual ficou estável em to-das as grandes regiões.