Codep senta com gestão da Educação para tratar de retomada do ano letivo


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Retorno das aulas é considerado prematuro pela maioria

Cezar Negreiros

A diretoria do Conselho de Diretores das Escolas Públicas do Acre (CODEP) se reuniu na tarde de ontem, com os gestores da Secretaria Estadual de Educação (SEE) para tratar da retomada das aulas presenciais no mês de setembro deste ano. O temor de alguns gestores das escolas do risco de novos casos da doença na comunidade escolar, mas acalmaram após serem informados pela Diretoria de Ensino da tomada de medidas do protocolo de biossegurança que contempla a obrigatoriedade do uso de máscara no espaço escolar, a doação de máscaras para os alunos,  o uso de medidor de temperatura no portão da escola, a distribuição de álcool gel e produtos de limpeza que serão usados na higienização e limpeza das escolas da rede estadual.

O coordenador do Codep Vanderlei Rocha disse que os diretores precisam de uma garantia das autoridades de saúde para a retomada do ano letivo presencial. Destacou que a enquete da Secretaria de Educação não deixa margem para gestores, professores e pais de alunos se manifestarem se concordam ou não com a retomada das aulas presencias. “Temos de debater o assunto, para não ter que suspender as aulas novamente como aconteceu nos países asiáticos, depois do registro de novos casos, inclusive de alunos”, ponderou. 

Apontou que um número significativo dos professores efetivos faz parte do grupo de risco por conta dos problemas de saúde. As pessoas assintomáticas que fazem parte da rede estadual ou das terceirizadas que podem transmitir a doença para os colegas de trabalho e os alunos. “Enquanto não tiver uma vacina para imunizar a população temos que tomar todos os cuidados para preservar a saúde dos nossos alunos”, observou, com base numa previsão da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) do registro de novos mortes com o retorno das aulas no mês de agosto.  

Preocupação – A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento disse que os trabalhadores em educação (professores e funcionários de escola) temem a retomada das aulas presenciais. Revelou se for necessário convocará a categoria para paralisar as atividades por tempo indeterminado,  pois as autoridades não podemos colocar vidas em risco dos professores e alunos que passarão a conviver no mesmo espaço por vários dias. “Queremos um debate sobre o retorno das aulas, porque não aceitaremos a imposição do governo, sem nos consultar, sem nos ouvir, sem ouvir pais dos alunos, sobre qual a melhor hora que devemos retomar o ano letivo”, revelou Rosana.

Acrescentou que a educação conta com um grande número de professores e funcionários que são diabéticos, cardíacos, hipertenso e muitas outras doenças crônicas. Questiona quem que vai nos garantir a segurança da comunidade escolar para impedir o alastramento da doença entre os profissionais da educação, dos alunos matriculados no ensino fundamenta e médio, inclusive  dos pais que têm manifestando nas redes sociais que não pretendem manda-los para a escola, enquanto a pandemia não estiver controlada. “Sem uma vacina para imuniza-los não temos nenhuma garantia que não vamos registrar novas ondas de contaminação da doença”, enfatiza a sindicalista.