Coluna Acre em Foco

Reforma política

         Com sete dos oito votos da bancada acriana, a Câmara dos Deputados aprovou ontem por 420 votos a favor e 30 contrários, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma política em segundo turno de votação.

Destaques adiados

         Um acordo de líderes partidários deixou para a terça-feira da próxima semana a votação dos destaques apresentados ao texto principal da PEC, que podem excluir muitos dos itens que foram aprovados em primeiro turno.

Exclusão de regras

         Os destaques supressivos podem propor, por exemplo, a exclusão da regra de financiamento de campanhas que permite a doação de empresas a partidos políticos e de pessoas físicas a partidos e a candidatos.

Fonte de corrupção

         O PT e outros partidos da oposição querem aproveitar a pesquisa do Instituto Datafolha para tentarem derrubar o financiamento privado de campanha, considerado hoje pela população a causa maior da corrupção na política brasileira.

População apoia

Encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a pesquisa do Instituto Datafolha indica que nada menos que 74% da população brasileira rejeita o financiamento privado de campanha.

Influência da pesquisa

Foi justamente por causa de pesquisa de opinião favorável que a maioria dos 323 deputados votou na semana passada, em primeiro turno, a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a maioridade penal no país de 18 para 16 anos.

PT condena golpe

         No campo político, o líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado, assinou nota oficial do partido condenando as “manobras flagrantemente golpistas” da oposição, com o PSDB à frente, contra o governo federal.

PSDB golpista

         A nota dos deputados petistas, que formam a maior bancada da Câmara, compara os tucanos à UDN, “partido cujo maior legado é ser o símbolo máximo do entreguismo e do golpismo na história política brasileira.

Sem aceitação

         A bancada petista, que inclui também os deputados Leo de Brito e Raimundo Angelim, conclui a nota dizendo não aceitar “qualquer tipo de golpe” com o objetivo de “interromper o mandato garantido pela população e pela Constituição Federal à presidenta Dilma Rousseff”.

Unhas e dentes

         Em entrevista concedida ontem sobre a tentativa do golpe dos tucanos contra Dilma, o deputado Leo de Brito assinalou que o PT e os partidos aliados da presidenta vão defender o seu mandato com unhas e dentes.

O que der e vier

         Segundo Leo de Brito, todos estão prontos para o que der e vier para rechaçar e combater o golpe do PSDB contra a presidenta reeleita legítima e democraticamente em 26 de outubro do ano passado.

Guerra sem fim

 “Nós vamos fazer o enfrentamento que for necessário para evitar qualquer tentativa de desestabilização institucional no país”, disse Leo de Brito, que prevê uma “guerra sem fim” no país caso a democracia seja golpeada pelos oposicionistas.