Coluna Acre em Foco

Estrela de Tião

O governador Tião Viana foi uma das estrelas do Ato Nacional pela Educação presidido pelo ex-presidente Lula e promovido ontem em Brasília pela Fundação do PT durante a abertura do Seminário Pátria Educadora, que o partido realiza hoje e amanhã na capital federal para discutir o Plano Nacional de Educação (PNE).

 

Marcus Alexandre

Acompanhado do prefeito Marcus Alexandre, de Rio Branco, o governador conversou com o ex-presidente Lula sobre a agenda da educação discutida na última reunião dos governadores da Amazônia, realizada recentemente em Manaus, no Amazonas.

 

Mais recursos

Na área da educação, os governadores amazônicos entendem que não dá para o governo federal, através do Fundeb, continuar repassando mais recursos por aluno para os estados do Sul do que para os estados da Amazônia, onde há mais dificuldades para equipar e dar acesso às escolas.

 

Ex-presidente Lula

No encontro com o ex-presidente Lula, o governador também falou dos entendimentos manifestados pelo conjunto dos governadores da Amazônia sobre questões relativas à governabilidade e ao pacto federativo, que Tião Viana vem discutindo com o governo federal.

 

Deputados acrianos

Além do prefeito Marcus Alexandre, estiveram presentes no Ato Nacional pela Educação os deputados federais petistas Leo de Brito, Sibá Machado e Raimundo Angelim e os deputados estaduais Ney Amorim, presidente da Assembleia Legislativa, Daniel Zen, Lourival Marques e Jonas Filho.

 

 

Derrota de Cunha

Além do seminário da educação do PT, o assunto mais comentado ontem na capital federal foi a primeira grande derrotada sofrida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, na sua intenção de, como oposicionista ao governo, chantagear a presidenta Dilma com possível abertura de processo de impeachment.

 

Decisão do STF

Na noite da quinta-feira passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as contas do governo da presidenta Dilma Rousseff terão que ser analisadas em sessões conjuntas do Senado e da Câmara, e não mais isoladamente por cada uma das casas.

 

Golpe de Cunha

A decisão do STF foi considerada um golpe para Cunha, que vinha usando a prerrogativa de analisar as contas separadamente para intimidar o governo, pois uma eventual rejeição dos balanços do primeiro mandato de Dilma Rousseff pelos deputados por causa das “pedaladas fiscais” poderia ser usada para dar início a um processo de impeachment.

 

Nas mãos de Renam

Agora, qualquer análise vai ser comandada pelo presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros, um antigo aliado do Planalto que, depois de ameaçar com o rompimento, nas últimas semanas voltou a ensaiar um alinhamento com o governo. Calheiros é que vai definir a data da votação e colocá-la na pauta, mas já declarou que a análise das contas não é prioritária.

 

Tranquilidade a Dilma

A decisão do STF deve trazer tranquilidade para o governo Dilma. Em seis de agosto passado, o presidente da Câmara chegou a aprovar, a toque de caixa contas de governos anteriores – algumas paradas há décadas – para deixar o terreno livre para uma votação do balanço da petista.

 

Análise no TCU

No momento, as contas de Dilma ainda estão sendo analisadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que provavelmente vai recomendar sua rejeição e depois encaminhar os documentos ao Congresso. Antes de o STF entrar em cena, Cunha esperava usar seu poder para colocar logo as contas em votação e manobrar uma nova reprovação, debilitando ainda mais o governo.