Coluna Acre em Foco

Pontos para Dilma

No placar da crise política ontem em Brasília, nesta semana mais curta por causa do feriado de segunda, saiu dois a zero para os aliados da Dilma Rousseff, que conseguiram ganhar duas posições no tabuleiro do xadrez em que a oposição quer dar golpe, com impeachment, no mandato da presidenta.

 

Cai rito de Cunha

A primeira posição foram as três liminares do Supremo Tribunal Federal (STF) pondo por terra o rito definido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a oposição para deixar a cargo do plenário a decisão de resolver sobre a abertura do processo de impeachment.

 

Manobra inconstitucional

Os ministros do STF que deram as liminares disseram que Eduardo Cunha e a oposição, como PSDB, DEM e outros, omitiram a fase da formação da comissão especial da Câmara que, segundo a Constituição, deve analisar o pedido preliminarmente o pedido de impeachment antes dele ir ao plenário.

 

Cunha no Conselho

A segunda posição conquistada pela presidente Dilma e seus partidos aliados foi o fato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que é personagem central na tramitação dos pedidos de impeachment da presidenta Dilma, ter se tornado alvo de uma representação junto ao Conselho de Ética da casa.

 

Sete partidos

No total, 46 deputados de sete partidos, como PT, PMDB, PSB, PPS, PSOL, PROS e Rede Sustentabilidade, este último comandado pela ex-senadora acriana Marina Silva, assinaram a representação contra Eduardo Cunha, acusado pelo Ministério Público da Suíça por ter contas com dinheiro de propinas da Lava Jato.

 

Evidências enormes

“As evidências são enormes. Ele não pode continuar presidindo a casa”, afirmou o deputado Henrique Fontana (PT-RS). Oficialmente, o governo decidiu ficar neutro. “O governo não vai se intrometer nisso. Não é assunto de governo. E nem vai nem apoiar e nem desapoiar”, disse o deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo.

 

Posse de Anibal

Na bancada acriana no Congresso, a novidade foi a participação do senador Jorge Viana (PT) e dos deputados federais Leo de Brito (PT) e Raimundo Angelim (PT) na posse do ex-senador Anibal Diniz (PT) no Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

 

Trabalho não falta

“Estou devidamente informado de que trabalho aqui não falta, principalmente em função do tempo que o Conselho tem funcionado de maneira desfalcada”, disse o ex-senador Anibal Diniz (PT-AC), ao tomar posse ontem, em Brasília com mandato até quatro de novembro de 2019.

 

Suporte de técnicos

Considerando “desafiadora” a sua missão na Anatel, o ex-secretário de Comunicação do governo do Acre completou, dizendo que contará com o suporte de técnicos preparados da agência para exercer a função para a qual foi designado pela presidenta Dilma no dia dois deste mês.

 

Prestígios de Anibal

A posse de Anibal Diniz foi prestigiada pelo ministro das Comunicações, André Figueiredo, do líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), do senador Jorge Viana (PT-AC), dos deputados federais Leo de Brito (PT-AC) e Raimundo Angelim (PT-AC) e do prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno.

 

Morreu Zequinha

Depois da morte no domingo do advogado Emilson Brasil, ex-jogador do Juventus, o Acre perdeu ontem, em Brasília, o ex-jogador Zequinha, craque do Atlético Acreano na década de 70. Aos 57 anos, Francisco José de Oliveira Lopes, seu nome de batismo, morreu de hepatite, deixando esposa e dois filhos. Zequinha era servidor da Representação do Acre (Repac) em Brasília.