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Cunha vira réu

O Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de justiça do país, tomou ontem uma decisão de grande significado na política brasileira. A maioria de seus ministros votou para abrir a primeira ação penal da operação Lava Jato no tribunal e tornar réu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sob acusação dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Relator da Lava Jato

A denúncia foi acolhida inicialmente pelo relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, que foi seguido por outros cinco ministros, que foram maioria na corte de 11 ministros. O julgamento foi suspenso e será continuado hoje, quando os cinco outros ministros da corte vão dar o seu voto.

 

Pagamento de propina

Relator da Operação Lava Jato, o ministro relator Teori Zavascki acolheu parte da denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Eduardo Cunha e a ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), que teriam atuado num esquema de pagamento de propina de contratos de navios-sonda da Petrobras.

 

Indícios mínimos

Para o ministro Teori Zavascki, a acusação do procurador-geral da República Rodrigo Janot conseguiu apresentar indícios mínimos de que o deputado federal Eduardo Cunha e a ex-colega teriam utilizado o mandato para pressionar pelo pagamento de propina dos contratos.

 

Recursos ilícitos

“O aditamento da denúncia trouxe um reforço narrativo lógico e elementos sólidos que apontam ter ambos os denunciados, Eduardo Cunha e sua correligionária Solange Almeida, aderido à exigência dos recursos ilícitos neste segundo momento, entre 2010 e 2011”, afirmou o ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

 

Primeiro político

Ao se tornar réu na ação proposta pelo procurador-geral da República, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é o primeiro político com mandato investigado pela operação Lava Jato que vai responder a processo e poderá ser afastado do cargo por força de outra ação impetrada por Rodrigo Janot, que será votada em breve também pelo STF.

 

Outros parlamentares

Além de Eduardo Cunha, estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal mais outros 49 deputados federais e senadores, que também foram acusados pelo procurador-geral da República ter terem recebido propinas de empresas investigadas pela Operação Lava Jato.

 

Gladson Cameli investigado

Entre esses parlamentares que estão sendo investigados pelo STF está o senador Gladson Cameli (PP-AC), que foi acusado pelo procurador-geral da República de ter recebido propinas de até R$ 300 mil mensais de empresas investigadas pela Operação Lava Jato por corrupção.

 

Partidos dos investigados

Além de Eduardo Cunha e de Gladson Cameli, outros 52 políticos estão sendo alvos de inquérito e diligências por suposto envolvimento na Lava Jato. O nome de Gladson Cameli consta na lista de parlamentares com mandatos que estão sendo investigados pelo STF, sendo 25 do PP (de Gladson Cameli), sete do PMDB, seis do PT, um do PSDB e um do PTB.

 

Denúncia contra Rede Globo

Outra notícia em destaque no noticiário nacional foi a ação adotada ontem pelos deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ) de protocolar no Ministério Público Federal pedido para que sejam feitas diversas investigações sobre as conexões entre a Rede Globo, a FIFA, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e offshores do Panamá que teriam sido utilizadas para cometer crimes.

 

Marinhos em situações ilícitas

Os dois deputados apresentaram documento assinado por mais de 30 parlamentares pedindo investigação sobre “a existência de eventuais bens da família Marinho em situação ilícita de ocultação patrimonial; as atividades das offshores vinculadas ao grupo Globo; e as relações entre a Globo, suas respectivas empresas e offshores e a FIFA”