Coluna Acre em Foco

Por Romerito Aquino

Lista da Odebrecht

A fina flor da política brasileira, particularmente de parlamentares da oposição do PSDB e do DEM, está na lista divulgada ontem com supostos repasses feitas pela construtora Odebrecht para mais de 200 políticos de diversos partidos, atingindo praticamente todos os membros do quartel general que articula o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

 

Operação Lava Jato

Os documentos referem-se à 23ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no dia 22 de fevereiro sob o nome Acarajé, e foram apreendidos em poder do executivo da empreiteira Benedicto Barbosa da Silva Júnior. Entre os diversos documentos apreendidos pela PF com Benedicto estão comprovantes de pagamentos, transferências bancárias e planilhas com nomes de centenas de políticos.

 

Luminares da oposição

Além de Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, a lista do executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa traz os grandes luminares da oposição do país, que aparecem como “parceiros históricos” de uma das empreiteiras mais importantes do país, cujo presidente Marcelo Odebrecht encontra-se preso há 10 meses.

 

Aécio, Serra e Alckmin

Entre os golpistas de oposição estão os senadores José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB, José Serra (PSDB-SP), apontado como o principal conspirador pelo impeachment, o líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imabassahy (BA), além do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

 

Políticos da base

Na lista da Odebrechet, também há políticos da base do governo citados nas planilhas de Benedicto. Entre eles, estão os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), José Sarney (PMDB-AP), Romero Jucá (PMDB-RR) e Humberto Costa (PT-PE), além do chefe de Gabinete da presidente Dilma, Jaques Wagner, do PT, do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

ONU condena golpe

Enquanto isso, segundo foi divulgado por parte da imprensa mundial, a Página da Organização das Nações Unidas (ONU) compartilha análise da Cepal, uma das comissões permanentes da instituição, que aponta riscos para a democracia no Brasil, que está ameaçada pelo golpe liderado pelo juiz Sérgio Moro, Aécio Neves e TV Globo.

 

Sem julgamento e provas

“Nos violenta que hoje, sem julgamentos nem provas, servindo-se de vazamentos e uma ofensiva midiática que já ditou condenação, se tente demolir sua imagem e seu legado, enquanto se multiplicam as tentativas de menosprezar a autoridade presidencial e interromper o mandato entregue nas urnas pelos cidadãos”, afirma a representante da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe da ONU em carta endereçada à presidente Dilma Rousseff.

Direito internacional

“Solicitamos às autoridades judiciais que ajam de maneira escrupulosa, dentro dos limites do direito nacional e internacional, e que evitem tomar posições político-partidárias”, diz texto do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O golpe também foi condenado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelos vizinhos do Mercosul

 

Lula prega a paz

Durante encontro com sindicalistas em São Paulo, ex-presidente Lula disse que “não podemos aceitar o ódio que está sendo destilado no nosso País”. “Não podemos nos dividir entre vermelhos e verde-amarelos. Temos que nos dividir entre aqueles que querem o pobre vá para a universidade, que o pobre saia da miséria, e os que não querem”, disse Lula.

 

Ajudar Dilma a governar

Lula disse que irá esperar “pacientemente” o desfecho sobre sua posse como ministro da Casa Civil, mas assegurou que ajudará a presidente Dilma a governar o País. “Se enganam aqueles que pensam que eu só vou ajudar a Dilma se eu for ministro”, afirmou Lula. Ao comentar a divulgação de grampos de conversas privadas suas, declarou estar “enojado com o comportamento de determinados setores de comunicação.