Coluna Acre em Foco

Por Romerito Aquino

Alma Lavada

A presidenta Dilma Rousseff se disse ontem de “alma lavada” com a manifestação de centenas de mulheres que foram para a frente do Palácio do Planalto dar apoio ao seu mandato e à democracia. Intitulada “Abraçaço da Democracia – Mulheres com Dilma, a manifestação comoveu a presidenta da República.

 

Dilma emocionada

Com flores na mão e visivelmente emocionada, Dilma foi abraçar as manifestantes e se disse entusiasmada com o apoio. “Estou de alma lavada”, disse a presidenta, que permaneceu por vinte minutos cumprimentando e fazendo fotos com as manifestantes, na companhia da ministra Eleonora Menicucchi e da presidenta da Caixa Econômica, Miriam Belchior.

 

Guerreira do povo

Na manifestação, a presidenta da República foi ovacionada, aos gritos de “Dilma, guerreira do povo brasileiro”, “A minha presidente é coração valente” e de “Golpistas fascistas, não passarão”. As mulheres portavam flores e entoaram ainda frases como “No meu País eu boto fé, porque ele é governado por mulher” e “Fica, querida”.

 

Manutenção do mandato

Em nota, as manifestantes disseram que “como cidadãos, temos consciência do momento único que o País está vivendo e não podemos nos omitir”. “A falta de respeito às instituições e à legitimidade do processo eleitoral que, democraticamente, elegeu a presidenta Dilma Rousseff, não nos deixa outra escolha senão sair às ruas e lutar pela manutenção do mandato”.

 

Defesa da democracia

A defesa da democracia brasileira foi o principal ponto da fala ontem do ex-presidente Lula em reunião com o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. “Eu vou fazer do meu tempo de vida o que eu não pensei que precisasse fazer novamente. Vou lutar pela democracia, pelo estado democrático de direito e pelo respeito ao voto neste país”, afirmou Lula.

 

Dia triste para o país

Lula avaliou que domingo foi um dia historicamente triste para o Brasil, mas disse que não desanimou, comparou o momento atual com a campanha pelas Diretas Já e sua primeira campanha a presidente, em 1989. “Há muito tempo eu não via tanta gente jovem, com tanta garra pela democracia”, frisou.

 

PEC de eleição presidencial

Enquanto isso, um grupo de seis senadores protocolou ontem na Secretaria Geral da Mesa do Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para que as eleições presidenciais sejam realizadas em 2 de outubro deste ano, junto com as eleições municipais. O grupo precisava que 27 senadores subscrevessem a proposta para que o texto fosse protocolado, mas PEC acabou contando com a assinatura de 30 parlamentares.

 

Mando de dois anos

Agora, o texto deverá seguir para análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para depois ir a plenário, onde precisará contar com os votos de 54 senadores, em dois turnos, para ser aprovada. Se aprovada, a PEC segue para votação na Câmara dos Deputados. Pela proposta, o presidente eleito assumiria no dia 1º de janeiro de 2017 para um mandato complementar de dois anos.

 

Esperança no Senado

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou ontem que, apesar dos votos contrários ao mandato da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o partido vai se empenhar para que o impeachment seja avaliado de forma diferente no Senado. “Esperamos que esta conspiração seja revertida no Senado, e o movimento pode ser vitorioso”, assinalou Rui Falcão.

 

Jair Bolsonaro

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou ontem que vai analisar se abre uma investigação ou se faz uma denúncia contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) após receber até ontem 9.714 manifestações populares de repúdio à justificativa dada pelo parlamentar no último domingo para votar a favor do impeachment da presidenta Dilma.

 

Brilhante Ustra

Feitos de forma presencial e pela internet, os pedidos dirigidos ao MPF querem a punição para o deputado em virtude das declarações feitas durante a votação do impeachment, quando ele dedicou o voto contra a presidente Dilma Rousseff ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe da repressão na época da ditadura militar, que chegou a ser condenado por tortura.