Coluna Acre em Foco


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Por Romerito Aquino

Nova bomba política

O Estado Islâmico pode ainda estar atuando bem longe do Brasil, mas a capital do país, Brasília, vive uma época em que quase todos os dias é atingida por efeito de grandes bombas mortíferas que não param de atingir políticos e governos, cada vez menos acreditados pela população.

 

Confissão do golpe

Ontem, foi a vez do recém nomeado ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), um dos principais articulares do golpe Estado contra o mandato da presidenta Dilma, que foi pego em flagrante por uma gravação publicada pelo jornal Folha de São Paulo em que sugere um pacto tramado pelos golpistas contra Dilma para parar a Operação Lava Jato.

 

Participação do STF

Em conversa com o ex-presidente da Braspetro e ex-senador Sérgio Machado (PMDB), o já demitido Romero Jucá acrescenta que a tentativa de golpe contra a Lava Jato tem ainda a participação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele não chegou a nominar, se restringindo a citar apenas Teori Zavascki, a quem ele diz não ter acesso.

 

Grande rombo

O novo escândalo político envolvendo diretamente o governo interino de Michel Temer, cuja credibilidade junto à população é uma das mais baixas já verificadas no país, foi considerado como o primeiro grande rombo no casco da nova gestão federal do país, que começa a fazer água em suas ações apenas 12 dias depois de iniciada.

 

Prova concreta

Nas redes sociais, a confissão gravada por Romero Jucá foi considerada a prova concreta do golpe contra o mandato legítimo da presidenta Dilma e contra o fim do combate à corrupção no país iniciado mais intensamente pela Operação Lava Jato sobre o escândalo das propinas bilionárias originadas dos negócios da Petrobras.

 

Atendendo à ministra

Uma das postagens mais reiteradas com relação à bomba de Romero Jucá foi a convicção de que ele trouxe a explicação solicitada na semana passada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, que deu 10 dias para a presidenta Dilma Rousseff explicar porque chama o processo de impeachment de golpe contra o seu mandato.

 

Milhares de postagens

“Não precisou nem de 10 dias para os próprios golpistas explicarem que é golpe. Em gravação, Romero Jucá sugere pacto para deter Lava Jato”, diz a postagem repetida por milhares de internautas nas redes sociais, que viram na confissão do ex-ministro Romero Jucá a prova de que houve troca de governo para parar a ação da Lava Jato contra a corrupção no país.

 

Golpe escancarado

Em Brasília, durante o 4º Congresso Nacional de Trabalhadores da Agricultura Familiar, a presidenta Dilma afirmou que a confissão de Romero Jucá na gravação divulgada no jornal Folha de São Paulo escancara o golpe contra o seu mandato para tentar parar no país o combate à corrupção pela Lava Jato.

 

Sem qualquer dúvida

“Se alguém ainda não tinha certeza de que há um golpe em curso, baseado no desvio de poder, na fraude, as declarações fortemente incriminadoras do Jucá sobre os reais motivos do impeachment e sobre quem está por trás dele eliminam qualquer dúvida”, assinalou a presidenta Dilma.

 

Fraude e conspiração

E ainda assinalou. “Repito: a gravação escancara o desvio de poder, a fraude e a conspiração do processo de impeachment promovido contra uma pessoa inocente, sem nenhum crime de responsabilidade”. A presidenta afastada do exercício da Presidência da República disse ainda ter certeza de que derrubará o golpe contra o seu mandato.

 

Derrubar o golpe

“Tenho a certeza de que juntos vamos derrubar esse golpe, vamos derrotar os golpistas, vamos juntos fortalecer a democracia nesse país. Nós vamos voltar, de uma forma ou de outra”, disse Dilma, para quem “desde o início deste processo” tem denunciado o “desvio de poder que está na base do pedido de impeachment”.