Coluna Acre em Foco

Por Romerito Aquino

 

Reação do STF

Embora tenha sido considerada ainda muito tímida, a ação de soltura ontem do ex-ministro Paulo Bernardo pelo ministro Dias Toffoli foi considerada uma primeira reação da suprema corte do país para acabar com as práticas constantes de parcialidade e de vazamento seletivo da Justiça brasileira em só punir políticos ligados ao governo do PT no país.

 

Constrangimento

Em sua decisão, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que houve “flagrante e constrangimento ilegal, passível de correção por habeas corpus de ofício, determina-se cautelarmente a revogação da prisão preventiva”. O magistrado determinou que a Justiça paulista avalie a aplicação de medidas alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica.

 

Redes sociais

Nas redes sociais, cresce a cada dia as críticas de que a Operação Lava Jato tem direcionado suas ações apenas para prender, investigar e condenar os políticos e ex-políticos ligados ao governo Dilma para pressionar o afastamento definitivo da presidenta eleita pelo plenário do Senado, na votação do impeachment presidencial previsto para agosto próximo.

 

Opinião pública

Com isso, segundo a maioria dos internautas, o juiz Sérgio Moro e os procuradores da República da Lava Jato, com vazamento seletivo de delações para a mídia, querem influenciar a opinião pública em favor do impeachment de Dilma, que está sendo chamado de golpe parlamentar por milhões de cidadãos que usam diariamente as redes sociais para opinar sobre a atual crise política do país.

 

Bondades dos golpistas

Paralelo ao julgamento parcial da Justiça, que não prende nenhum dos muitos políticos ligados ao governo Temer envolvidos em corrupção, e à ação de vazamento seletivo das informações para a mídia favorável ao golpe, o governo interino continua praticando bondades financeiras totalmente contrárias à situação de caos das finanças públicas do país.

 

Contradição

Depois de conceder aumento salarial para o funcionalismo público ao custo estratosférico de mais de R$ 50 bilhões, em contradição ao discurso de que colocaria as contas públicas em ordem, o governo golpista de Temer só tem ampliado o rombo fiscal de tais contas, que precisam mais do que nunca serem estancadas e enxugadas.

 

Bolsa Família

Ontem, por exemplo, foi anunciada outra grande bondade inapropriada ao rombo das contas públicas do país, com a decisão anunciada pelo interino Michel Temer de fixar em 12,5% o reajuste do programa Bolsa Família, mais do que a inflação do período e mais do que os 9% anunciados anteriormente pela presidenta Dilma.

 

Déficit primário

Segundo Michel Temer, o aumento está de acordo com as condições econômicas do governo e “não altera em nada a questão orçamentária”, embora na última terça-feira, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tenha registrado o maior déficit primário da história para meses de maio, da ordem de R$ 15,49 bilhões.

 

Críticos do governo

Foi o suficiente para a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Dilma, Tereza Campello, apontar a contradição dos críticos do governo do PT e do Bolsa Família depois que o governo interino de Michel Temer anunciou um reajuste de 12,5% para o programa a partir de julho.

 

Agora pode?

“Diziam que a autorização dada por Dilma era ilegal, que era irresponsabilidade fiscal e era eleitoreira. Agora pode?”, questionou Tereza Campello, sobre o aumento de 9% anunciado por Dilma em maio desse ano. Para a ex-ministra, o reajuste anunciado ontem foi um recuo do governo interino, que achou que “iria ficar impune” ao “não conceder o reajuste anunciado pela Presidenta Dilma”

 

Apoio a Dilma

Na contramão da orquestração do judiciário e do Congresso para sacramentar sem crime de responsabilidade o golpe contra o governo Dilma, a população tem ampliado o apoio à presidenta. Ontem, em questão de menos de cinco horas, Dilma tinha arrecadado em conta de amigas R$ 66 mil para pagar os custos de suas viagens na FAB para denunciar o golpe em todo o país.