Coluna Bom Dia

Matriarca

A morte da senhora Maria do Patrocínio Messias Cameli, mãe do empresário Eládio Cameli, do ex-governador Orleir Cameli (in memorian), do empresário Chiquinho Cameli (in memorian) e avó do governador Gladson Cameli, não foi sentida apenas pela família, mas por uma legião de amigos, em sua grande maioria cruzeirenses, com quem ela conviveu ao longo dos seus 93 anos de vida, seja no seringal, seja na cidade de Cruzeiro ou em Manaus, onde passou a residir no final da década de 1990.

Cuidado

D. Marieta, como era conhecida por todos, sempre fez questão de cuidar não apenas dos filhos, mas também dos amigos. Muito antes dos filhos entrarem na política, sua casa no centro de Cruzeiro do Sul tinha portas abertas para os amigos que chegavam do seringal ou de outras cidades. A tradição prosseguiu no seu apartamento em Manaus.

Humildade

Mas uma das maiores marcas de D. Marieta era a humildade. Seus filhos aprenderam com ela a importância de servir e ajudar ao próximo, de agir com caridade e misericórdia, de amar a Deus acima de todas as coisas.

Querido

O governador Gladson Cameli estava na lista dos seus netos preferidos. Sempre foi apegado à avô e ao avô Marmud (já falecido), desde a infância. Suas peraltices de criança muitas vezes foram minimizadas pela avó. A dele e dos demais primos.

Com fé

Aos amigos e ao cidadão comum, Gladson não esconde o quanto foi dolorosa a morte de D. Marieta. Mas sabe que foi privilegiado por uma convivência tão longa. No domingo pela manhã, quando o quadro piorou e os médicos disseram que nada havia a fazer, o governador pegou o avião e voou para Manaus. Fez questão de ficar ao lado da avó nos últimos momentos de vida. E ao lado do pai Eládio.

Emoção

D. Marieta foi enterrada na tarde de ontem na cidade de Iranduba, próxima a Manaus, onde funciona o Estaleiro Juruá, da família Cameli. Seu corpo foi velado na capela que o filho Chiquinho fez no estaleiro para as missas que eram realizadas para a família. Seu corpo está sepultado no mesmo jazigo de Chiquinho, a pedido do filho e dos netos.

Fora de rota

Alguns deputados estaduais seguem querendo jogar com a plateia na discussão de temas importantes para o Acre na Assembleia Legislativa. Insistem em pautas inconstitucionais e que prejudicam gravemente as finanças do Estado. Mostram que não estão preocupados com o bem comum e sim com os palanques eleitorais. Uma lástima.

Bom nome

Em muito boa hora o governador Gladson Cameli chama para a coordenação de sua assessoria política o ex-deputado federal, ex-deputado estadual e ex-vereador Moisés Diniz. Moisés é da política do diálogo, da negociação, da harmonia.

Qualidade

A verdade é que assessoria política de Gladson se tornou obsoleta e pouco proativa desde sua criação. Não foram poucos os nomes que passaram por lá. Nenhum com condições de dialogar com os aliados, imagine com adversários. Moisés tem o perfil ideal para este papel.

Relacionamento

Outro fator que pesa em favor de Moisés Diniz, além de sua experiência política, é o fato de que se relaciona muito bem com diversos setores da sociedade. Setores estes que o governo não consegue chegar, exatamente por falta de acesso e confiança.

Violência

O final de semana foi violento em Rio Branco. Vários assassinatos, dois com característica de execução mediante tortura, assaltos e roubo de carros. Tínhamos passado alguns dias com certa tranquilidade, mas, pelo jeito, a turma do crime não quer saber de quarentena.

Fugas

Aliás, falando em violência, o negócio não está fácil lá pelas bandas da penitenciária estadual de Rio Branco. Toda semana tem fuga e tentativa de fuga. O presídio também já foi mais tranquilo. E mais seguro.

Desfalque

Há quem diga que estão aproveitando a baixa escala de policiais penitenciários, muitos vítimas do Covid-19, para organizar as fugas. Pouco policiamento realmente facilita a prática. Mesmo assim o sistema consegue abortar a maioria das tentativas. Ainda bem.

Relegados à própria sorte, como não falasse do isolamento social que sempre estiveram submetidos, os moradores da colônia Souza Araújo tiveram sua sede saqueada no final de semana. Vândalos levaram o único computador, cadeiras e pequenos objetos que a entidade tinha.

Desde 2019, o Morhan vive dias difíceis. Sem apoio do governamental, os mais de 1.500 pacientes sobrevivem de doações, segundo o coordenador Elson Dias. Aonde anda a classe política, organizações não-governamentais e outros segmentos sociais, que não se compadecem da situação miserável dos hansenianos?

A quebradeira

Como consequência da pandemia do coronavírus que se alastra, todo o Acre padece com uma quebradeira generalizada atingindo principalmente os pequenos e médios comerciantes. Lojas fechadas, galerias de escritórios cerrando as portas, os camelôs urrando, do centro histórico da Epaminondas Jácome, da Benjamim Constant, um verdadeiro after day. Uma situação inusitada e que vem piorando dia a dia.

Inferno I

Municípios do interior do Estado têm se voltado contra a visita de moradores de Rio Branco tendo em vista a explosão de casos da pandemia do coronavirus. Em muitas cidades os riobranquenses vem sendo rejeitados pela superpopulação de infectados.

Inferno II

Se a capital Rio Branco se tornou bode de bicheira para o interior, o Brasil está se transformou em cão sarnento para os Estados Unidos, onde Trump já pensa em proibir novos voos para aquele País. Trocando de saco para mala: em meio a toda esta tragédia, os políticos continuam rapinando, os traficantes traficando e empresários inescrupulosos superfaturando.

Socorro I

A desaceleração da economia não gera o pagamento de tributos e tem como consequência a queda na arrecadação da União, estados e municípios.
A regra é clara: com o comércio e serviços fechados a arrecadação de estados e municípios tende a ser cada vez menor.

Socorro II

Sem impostos, estados e municípios têm cada vez menos recursos para investir no combate a pandemia do novo coronavírus e para socorrer empresas em situação financeira difícil. No entanto, o socorro financeiro do Governo é apontado pelos especialistas como o único caminho possível para evitar aumento do desemprego e o fechamento de empresas privadas no Brasil.

Risco nas contas

Em reunião online com dirigentes do setor de comércio, o ministro da Economia, Paulo Guedes, alertou para o risco nas contas públicas com os gastos emergenciais necessários para salvar a Saúde, Estados e prefeituras. “Temporariamente interrompemos as reformas estruturantes (…) O Brasil gastou de impacto fiscal duas vezes a média dos (países) emergentes (2,3%), foi 4,6% do PIB, e acima da média dos países avançados, que é de 4,4%”. Guedes acendeu o alerta ao dizer que “isso é só o impacto da onda da saúde, ainda virá o impacto da economia”.

Funcionalismo espera

O ministro cravou que o funcionalismo terá de esperar. “É importante que não haja aumento para funcionalismo. Temos que dar dinheiro para a Saúde, para o problema da Saúde, e não para ficar alimentando a máquina num momento grave como esse”.

Termômetro

Um empresário local leitor da Coluna, dono de duas concessionárias de revendas de veículos, conta o cenário: não vende um carro sequer há 60 dias.

Ponto final

2020 é um ano nulo, para apagar da História da Humanidade, para pular no calendário.

Esplanadeira

O Guaraná Antarctica vai doar 500 kits com atividades lúdicas e cestas básicas para que crianças do Complexo de comunidades do Alemão, no Rio de Janeiro, parceria com a ONG Abraço Campeão.

Voz do povo

Pesquisa do DataSenado mostrou que 59% dos brasileiros acredita que o número de contaminados com o novo coronavírus é maior que o divulgado. A maioria (57%) também acredita que a crise econômica provocada pela Covid-19 deve se agravar. E quase todos (98%) apoiam o uso obrigatório da máscara.