Coluna Bom Dia


publicidade

Origem

Um leitor enviou e-mail à coluna fazendo algumas considerações interessantes a respeito das operações da Polícia Federal na área da saúde. Ele explicou que o próximo passo deve ser correr atrás da política, ou seja, fazer um cruzamento do dinheiro desviado com o financiamento para as campanhas na última eleição municipal.

Doadores

As empresas Biolar e Disacre foram grandes doadoras na última campanha. Seria muito interessante verificar o destino dessas doações e a ligação entre a  ação política das empresas e as licitações que elas conseguiram abocanhar.

Coincidência

Diz o leitor que, com certeza, a polícia encontrará algumas surpresas nas relações políticas dessas empresas com a classe política. Sugere também, como a coluna já abordou ontem, um estudo minucioso a respeito da composição societária de cada empresa e das relações empresariais, familiares e políticas dos sócios, de sua intercessão com o mundo político

Denúncia

A primeira denúncia de irregularidades no uso de recursos da Saúde básica teria partido de um concorrente que se sentiu prejudicado em uma licitação de um município do interior acreano. Ele teria percebido algumas conversas suspeitas e, consultado a respeito de possíveis doações, desconversou e não teria bancado os termos sugeridos. Com isso, teria sido alijado do processo, e botou a boca no mundo.

Correria

Ontem, na segunda fase operação, o prefeito desse município em questão, tão logo os policiais saíram da prefeitura, correu para rádio local para se justificar, dizendo que os policiais tinham ido apenas pegar informações, não foram procurar por nada na sede municipal. Convenceu pouca gente

Propina

Está de posse da Polícia Federal uma relação de mais de R$ 500.000 entregues como propina e agrados a servidores públicos e agentes políticos dentro do esquema de desvio de medicamentos e dinheiro da atenção básica. É a boa e velha propina comendo solta.

Peculato

Esse é o tradicional crime de peculato, que vai pegar muita gente boa nessa operação, As consequências podem ser sentidas na eleição municipal, que deve acontecer ainda sob o signo dessa operação. Quem tiver rabo preso pode se dar mal. 

Nota

Desta vez, a Polícia Federal esteve na Prefeitura de Rio Branco e, de modo transparente, a prefeita Socorro Neri soltou nota comprovando o fato e afirmando que sua administração colaborar integralmente, apoia a luta contra a corrupção e não tem nada a esconder. Um computador foi levado. Não se sabe qual a denúncia.

Afastamento

A prefeita Socorro Neri deixa, no próximo dia 10, cumprindo prazo eleitoral, a presidência da Amac, como desincompatibilização para sua campanha de reeleição. A solenidade de passagem do cargo para o prefeito Zezinho Barbary acontecerá por vídeo conferência.

No Acre

O senador Márcio Bittar esteve com presidente Bolsonaro para agradecer a liberação de recursos que, segundo ele, se aproximam de R$ 1 bilhão, para o governo e municípios do Estado. Bolsonaro teria dito a Márcio que tem o compromisso de retornar ao Acre assim que a pandemia permitir. Enquanto isso, o general Pazuello, ministro da Saúde, chegará dia 10.

Negócio

O prefeito de Porto Velho Hildon Chaves acertou à venda sua universidade, a Unimeta para o grupo Athenas. Só em Rio Branco o negócio ultrapassa o valor de 120 milhões. O grupo comprador é dono da Faculdade Estácio de Sá e é hoje um dos maiores do Brasil e já pensa em implantar escola de Medicina no Acre. A Unimeta tem relevante papel no estado.

Primórdios

O empresário Hildon Chaves gosta de contar uma interessante história a respeito da instalação de sua empresa aqui no estado. Para viabilizar o negócio, o governador da época exigiu que ele colocasse como sócios algumas pessoas diretamente indicadas pelo então poderoso de plantão.

A contragosto

A contragosto, Hildon cumpriu a exigência, mas alguns meses depois comprou a parte de cada sócio laranja e ficou novamente dono de todo o empreendimento. Essa foi uma mágoa que ele nunca perdoou, afirmando não entender como esse ex-governador ainda mantém uma aura de honestidade

Quem é

A coluna prefere não citar o nome do político em questão, mas é muito fácil descobrir. Basta ver a época da instalação da Unimeta no estado e verificar quem ocupava o cargo na ocasião.

Candidato

O presidente do PP, Reginaldo Ferreira emitiu nota ontem garantido que o partido fechou a unidade em torno da candidatura de Tião Bocalom para a Prefeitura da capital, como Marfisa Galvão, do PSD de vice, contando ainda com o apoio do DEM  e do PROS. O coordenador da campanha deve ser o ex-deputado Ney Amorim.

Adiado

A prefeita Fernanda Hassem, de Brasileia, confirmou o cancelamento do Carnaval fora de época do município, em função da epidemia do covid-19. Aalgumas bandas que já estavam contratadas e foram contactados para o cancelamento, por força maior. A festa só volta no ano que vem.

Falecimento

Faleceu ontem o empresário Kassem Mastub, pioneiro no Acre, dono da tradicional água mineral Monte Mario. O empreendedorismo acreano está de luto. À  família, as condolências da coluna e de A Tribuna

Vistoria

O governador Gladson Cameli vistoriou ontem as obras do hospital de campanha em Cruzeiro do Sul, que deve ser inaugurado no dia 10. Disse em alto e bom som que realizou em 30 dias o que não foi feito naquele município em 30 anos. O recado teve direção certa.

Serviços

O Detran vai reativar, a pedido dos motoristas, alguns serviços nos municípios, cuja falta está prejudicando alguns condutores. Todos os cuidados serão tomados a as visitas terá que ser agendadas. 

No presídio

A COVID chegou ao presídio de Cruzeiro do Sul, município que pode se tornar o novo epicentro da pandemia no Acre. Mais três detentos e um agente penal foram diagnosticados com  vírus, o que preocupa muito, pois ele pode ser como um rastilho de pólvora na população carcerária.

Números

São mais de sete mil infectados no estado e 190 mortes confirmadas. E tem gente que quer a abertura total. Porto Velho, que adotou medidas de maior flexibilização, no início da pandemia, que abriu  comércio, teve que fechar tudo agora. A situação se agravou muito.

De lá

A maior crítica à abertura contra a COVID veio de onde mens se esperava, do residente Donald Trump, que criticou o Brasil e disse que se os EUA seguissem as propostas do governo brasileiro, por lá já teriam mais de um milhão de mortos. E agora?