Conselho do Sebrae/Acre promove encontro

O Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae fez mais uma reunião itinerante com os empresários e comerciantes de Cruzeiro do Sul (Vale do Juruá). O encontro intermunicipal tinha como objetivo de acompanhar as ações, avaliar as atividades e orientar os investimentos de capacitações e orientações empresariais voltadas ao pequeno negócio. “Estivemos na região para saber das dificuldades dos empreendedores e desafios pós pandemia, pois cada conselheiro que esteve no município sai com uma visão mais ampla do que é a responsabilidade de cada um”, declarou o presidente do Conselho Deliberativo do Estado do Sebrae no Acre, José Adriano Ribeiro.

O diretor técnico do Sebrae/Acre, Lauro Santos em entrevista concedida a imprensa local, observou que estas reuniões itinerantes são importantes para futuras parcerias. Falou que os conselheiros da entidade tiveram a oportunidade de conhecer as necessidades e demandas de cada município acreano, para que juntos possam propor soluções. “O produto que tem dado muito certo é o Sebraetec e as consultorias em apoio as indústrias ao comercio e serviço da região”, revelou.

Empreendedorismo – O número de empresas de alto crescimento no estado em 2018, no entanto, foi o menor da série histórica que começou em 2008. Uma pesquisa sobre empreendedorismo apontou que existia no estado apenas 97 empresas de alto crescimento, mas há uma década (2008) chegava em torno de 145 empreendimentos, em três anos (2011) o maior desempenho com 214 empresas de alto rendimento. O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou que entre o período de 2017 e 2018, o Acre registrou uma redução do número destas empresas de alto crescimento, tanto em termos absolutos (16 empresas) como relativos (14,1%), com a queda abrangendo 7 das 12 seções ana-lisadas. De acordo com os dados, o setor de saúde humana e serviços sociais registrou a maior queda em termos absolutos (4 empresas) em termos relativos (80%), enquanto a indústria de transformação apre-sentou a segunda maior retração (3 empresas e 42,8%), em terceiro lugar ficou o setor da construção (3 empresas e 33,3%).

Em contrapartida, no triênio 2016-2018, houve queda no número de empresas de alto crescimento (menos 16), o que correspondeu por uma redução de 14,1%. Apesar das maiores perdas em valores absolutos foram nos seguintes segmentos: indústria de transformação e informação e comunicação (5); educação (-66,6%) e indústria de transformação (-55,5%) destacaram-se em termos relativos e a construção apresentou a menor redução (-14,2%).

O estudo revelou que 4,1% das empresas de alto crescimento eram gazelas, mas em 2018, só havia 4 empresas gazelas (empresas de alto crescimento com faixa de idade entre três e cinco anos no ano de referência). Esse número foi o menor da série histórica, segundo os pesquisadores, quando leva em conta o ano de 2008, enquanto o maior número de empresas gazelas observado ocorreu no ano de 2013, com o registro de 19 empresas. Em 2018, as empresas gazelas representavam apenas 4,1% das empresas de alto crescimento e empregavam 116 pessoas assalariadas. Na comparação com 2017, o estudo apontou que houve uma queda de 50% no número de empresas e de 78,9% no quantitativo pessoal ocupado assalariado. (Com informações da assessoria do IBGE/AC)