Daniel Zen defende cidade eficiente, plural, tolerante e com amor ao próximo

O PT confirmou a candidatura do deputado estadual Daniel Zen, para a prefeitura da capital, tendo como vice o professor Cláudio Ezequiel, do PSOL. Natural de Rio Branco, Daniel Zen Bacharel e mestre em Direito, foi militou no movimento estudantil e foi eleito em 2014 para o mandato de Deputado Estadual com 7.499 votos, segunda maior votação nominal do pleito e terceira maior de todas as eleições acreanas. Foi reeleito em 2018, com 6.616 votos, um dos dois mantidos no cargo pela legenda. Foi também Diretor-Presidente da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour e Secretário de Estado de Educação e Esporte. É considerado um parlamentar preparado, com presença marcante na Assembleia, ligado aos movimentos populares e uma das mais coesas lideranças do PT e da oposição estadual.  Veja o pensamento de Zen para a campanha municipal, que já está tendo o apoio dos principais caciques do PT estadual, como o ex-senador Jorge Viana e o ex-prefeito Marcus Alexandre.

A TRIBUNA – Por que o senhor  pretende ser prefeito da capital acreana?

Daniel Zen – Em primeiro lugar, porque acredito que é possível transformarmos a nossa cidade para melhor. Sei que uma Prefeitura tem um baixo orçamento e muitas tarefas para dar conta. Os problemas são inúmeros, mas, como já fui secretário estadual de Cultura e de Educação, já administrei o menor e o maior orçamento do Estado, já provei, na prática que, com conhecimento técnico, experiência de gestão, capacidade administrativa, vontade política para fazer o que é necessário e coragem é possível fazer muito, mesmo com poucos recursos.

A TRIBUNA – Acredita que os eleitores rio-branquenses votarão no seu nome para administrar a sua cidade?

Daniel Zen – Acredito que, com a campanha, a partir do momento em que o eleitor tomar conhecimento de quem são e do que propõem cada um dos atuais pré-candidatos, ele saberá decidir o que é melhor para a nossa cidade.

Já administrei o menor e o maior orçamento do Estado, já provei, na prática que, com conhecimento técnico, experiência de gestão, capacidade administrativa, vontade política para fazer o que é necessário e coragem é possível fazer muito, mesmo com poucos recursos”.

A TRIBUNA – Qual o maior problema da cidade que pretende enfrentar no primeiro dia de governo em janeiro de 2021?

Daniel Zen – Nosso primeiro compromisso é com aquilo que considero essencial: cidade limpa e bem iluminada, ruas sem buracos e um transporte público rápido, barato e eficiente. Se tiver a graça de ser eleito, trabalharei de forma incansável para assegurar isso aos moradores de Rio Branco, do primeiro ao último dia do mandato.

A TRIBUNA – O senhor acha que as eleições deste ano devem centralizar o debate em temas locais, ou acredita que as questões nacionais devem pautar o processo eleitoral deste ano?

Daniel Zen – Por se tratar de uma eleição municipal, acredito que os debates deverão ocorrer em torno dos problemas locais, o que não impede que sejam abordadas questões estaduais e nacionais. Mas, o foco deverá ser nos assuntos municipais.

A TRIBUNA –  O que pensa sobre o distanciamento social na cidade por causa da covid-19? Pretende manter as medidas restritivas como prefeito da cidade?

Daniel Zen –  A manutenção ou não de medidas restritivas depende dos indicadores de contágio, infestação do vírus, internações hospitalares e de óbito. Posso assegurar que não vamos politizar jamais um debate que é de natureza médica, de saúde pública. A opinião dos sanitaristas, epidemiologistas e infectologistas deve prevalecer nessa questão, sem desconsiderar o diálogo com todos os setores da sociedade. É necessário conversar e pactuar, para que eventuais medidas decretadas sejam cumpridas. Sem diálogo e sem pactuação, nenhuma medida governamental terá eficiência e eficácia. É como naquele velho ditado: “o combinado não sai caro”.

A TRIBUNA – Como gestor municipal, como acredita a cidade deve retomar a vida normal pós – pandemia ? Que lições pretende tirar desta quarentena?

Daniel Zen – Há várias questões que deverão ser mudadas, depois que superarmos esse momento difícil pelo qual todos estamos passando. Hábitos de higiene mais rigorosos devem ser incorporados ao dia-a-dia das pessoas. O teletrabalho, a telemedicina, a Educação à Distância também devem passar a ocupar um maior destaque no cotidiano das pessoas. O Poder Público deverá ter cada vez mais firmeza e assertividade nas questões relacionadas à saúde pública. Não pode haver vacilo ou hesitação.

A TRIBUNA – Acredita que o presidente Bolsonaro pode interferir no processo eleitoral na escolha de apoiar uma das candidaturas?

Daniel Zen – O presidente da República tem demonstrado não ter a mínima capacidade para lidar com uma crise dessa magnitude. Em pleno caos na saúde pública, causada pela pandemia que, por sua vez, é causadora de uma crise econômica, ao invés de tentar unificar o país e pacificar o ambiente político, ele escolheu o caminho de acirrar ainda mais as disputas, de incitar as pessoas umas contra as outras, de perseguir adversários, de espalhar fake news, de fazer de tudo para proteger os filhos e aliados envolvidos em casos de corrupção. Sinceramente, não é postura para um presidente da República. Mas, dada a sua alta popularidade, não tenho dúvidas de que o apoio dele – do qual não faço a mínima questão – possa influenciar no resultado das eleições.

A TRIBUNA – A campanha desse ano será mais curta em comparação com os pleitos anteriores, o que espera da sua campanha para garantir a sua vaga no segundo turno?

Daniel Zen – Faremos apenas aquilo que a legislação eleitoral permitir. As redes sociais vão ter papel importante, mas, nada substitui o contato pessoal. Na medida do possível e respeitando as medidas de distanciamento social, visitaremos as famílias e os eleitores, tentando levar a mensagem sobre aquilo em que acreditamos: uma sociedade plural, que respeite a autonomia e as diferenças entre as pessoas, que não discrimine ninguém em função de sua classe social, raça, cor, credo ou orientação sexual. Uma cidade que se paute pela tolerância, alteridade, respeito e amor ao próximo.