Debate do Sinspejac concentra ataques em Socorro Neri, que dá respostas precisas e ganha direito de resposta a mentiras

Um debate bem organizado, bem estruturado e que merecia maior divulgação. Foi assim o encontro promovido pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Acre (Sinspejac), hoje pela manhã, que pela primeira vez reuniu os sete candidatos à prefeitura.

O que se viu, na maior parte do tempo, foi a camaradagem entre cinco dos sete postulantes, que evitaram trocar acusações entre si, fazer elogios mútuos e concentrar ataques à prefeita Socorro Neri. Apenas Daniel Zen, além de atacar a prefeita, também investiu contra os demais candidatos, lembrando que o partido de Minoru Kinpara aprovou o aumento da alíquota de desconto dos servidores na reforma da previdência, ao contrário do que o candidato defende. Também cobrou de Roberto Duarte os escândalos no Depasa, com pessoas ligadas ao MDB.

O candidato Jarbas Soster acusou a prefeita de forma dura e com informações falsas, o que deu direito a Socorro Neri de dizer que nenhum órgão de controle constatou ilícitos em sua gestão, especialmente na questão do COVID.

Socorro Neri, alvo preferencial dos ataques também se contrapôs a Zen, afirmando que em nenhum momento se mostrou favorável à privatização do Depasa. Em uma discussão depois do debate, a prefeita cobrou duramente o candidato do PT por sua declaração que ela considerou mentirosa. Zen admitiu que a prefeita havia declarado, de forma genérica, que apoiava o programa de desestatização, sem conseguir ligar a declaração da prefeita diretamente ao DEPASA.

O formato do debate permitiu a cada candidato explicar pontos de seu programa de governo. Bocalom insistiu na comparação de Rio Branco com a Acrelândia de seus tempos de prefeito e prometeu creches abertas dez horas por dia, um programa de transporte de alunos na zona rural junto com pessoas interessadas em exames de saúde e aulas de empreendedorismo nas escolas municipais, que atingem crianças de até nove anos.

Roberto Duarte prometeu administrar “dos bairros para o centro”, implantar o terceiro turno de atendimento nos postos de saúde e contratar mais médicos. Minoru Kinpara garantiu que o passe livre para estudantes seria possível com economia de R$ 9 milhões em pagamento de cargos comissionados na prefeitura e propôs ações de apoio aos empresários.

Jarbas Soster defendeu as obras que fez no criticado projeto Ruas do Povo, deu ênfase em sua ação como empresário que gera 400 empregos e, mais uma vez, passou mais tempo atacando a administração municipal do que falando de seu projeto de governo. Jamyl Asfury destacou que é o único candidato engenheiro civil, que sabe fazer obras, destacou seu trabalho como pastor e que vai governar com Deus.

Socorro Neri listou suas realizações em dois anos, especialmente na educação, falou da ampliação prevista de creches e pré-escolas e das obras que estão em andamento, enfrentando com calma e respostas precisas os diversos ataques sofridos.

O que o debate mostrou, principalmente, é a necessidade de mais encontros como esse, para ajudar na decisão do voto.