Defesa Civil e CPRM realizam diagnóstico de áreas de desbarrancamento

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A prefeitura de Rio Branco, através da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) e o Serviço Geológico Nacional (CPRM), empresa de economia mista ligada ao Ministério das Minas e Energia, estão realizando um diagnóstico das áreas próximas ao rio Acre que foram duramente afetadas pela cheia histórica do rio Acre e que, com a descida do rio, começam a desbarrancar.
O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel George Santos, acompanhou os técnicos da CPRM durante as visitas aos locais que estão sofrendo desbarrancamento. A partir da vistoria, será realizado um laudo técnico que será apresentado à prefeitura de Rio Branco em aproximadamente trinta dias.
Entre as áreas visitadas pelo tenente-coronel George Santos e pelos técnicos da CPRM estavam o calçadão da rua Raimundo Escócio, próximo à ponte nova, a rua Barbosa Lima, na Base, três pontos distintos da rua Beira Rio, a rua Boulevard Augusto Monteiro, no Quinze e a rua Primeiro de Maio, no Seis de Agosto.
Um dos principais objetivos do diagnóstico geológico que está sendo realizado pelos técnicos da CPRM é fazer um levantamento dos riscos que as áreas afetadas pelo desbarrancamento oferecem, bem como apresentar sugestões de soluções à equipe da prefeitura de Rio Branco.
Para o tenente-coronel George Santos, esse diagnóstico dos processos erosivos às margens do rio Acre na capital pode servir de base para uma tomada de decisões da própria prefeitura no sentido de adotar medidas estruturais para evitar a continuidade dos desbarrancamentos.
“Ao fazer um diagnóstico desses processos erosivos podemos tomar decisões e adotar medidas estruturais para evitar ou prevenir a continuidade desse processo ou saber se isso realmente é um processo natural e cuja dinâmica deve ser respeitada”, afirmou o coordenador municipal da Defesa Civil.
José Antônio, que é um dos técnicos da CPRM, destacou que como trata-se de uma situação que pode colocar em risco a população, uma vez que os desbarrancamentos acontecem em lugares habitados, está sendo feita uma avaliação do tamanho do evento e uma avaliação de risco futuro.
“Esses locais são áreas em que a dinâmica do rio atua e além do solo, são áreas ocupadas em alguns casos até indevidamente, então o trabalho que precisa ser feito é o trabalho de contenção e o monitoramento para evitar que o problema venha a se agravar ainda mais”, lembrou.
Outro técnico da CPRM, Renato Ribeiro, lembrou que a erosão dessas áreas de risco, como acontecem em Rio Branco, é parte do processo dinâmico dos rios da Amazônia, que podem causar erosões através da subida e descida do nível do rio e estão constantemente mudando o seu curso.
“Existem soluções e remediações que podem ser adotadas nesses casos, como a revegetação das orlas e um sistema de drenagem mais eficiente, que podem ajudar a diminuir esse processo de erosão”, destacou.
Na tarde desta sexta-feira, o prefeito Marcus Alexandre acompanhado do Ten. Cel. George Santos, recebeu os técnicos da CPRM que fizeram uma avaliação da vistoria que realizam nas áreas de desbarrancamentos durante a manhã. O laudo técnico da situação será apresentado à prefeitura de Rio Branco em 30 dias.