Demissões reabrem crise entre governador e família Rocha

A crise política entre o governador Gladson Cameli e seu vice, Major Rocha voltou a se agravar, depois da demissão de pelo menos 19 cargos comissionados, indicados pela deputada federal Mara Rocha, irmã do vice, na Secretaria de Produção, Com um toque a mais de veneno, as demissões ocorreram no dia do aniverário da deputada. A reação de Rocha foi forte e ele usou as redes sociais para atacar o governador. Rocha disse que os demitidos, que ele aponta como apenas, nove, “trabalharam na eleição passada para Gladson, Petecão, Márcio Bittar e Mara Rocha, agora foram descartados, ou como diz o juridiquês, foram exonerados”. Rocha disse ainda que “de minha parte, como um velho soldado que enfrentou o petismo de frente, enquanto muitos que estão no nosso governo se banqueteavam com o PT no Acre e/ou em Brasília, como alguém que ajudou a conquistar a vitória que tivemos, me resta lamentar o rumo que estamos tomando”.

Desentendimento gera crise no ninho tucano

Citando o livro A Arte da Guerra, Rocha avalia que “não é prudente um exército abandonar seus soldados após a batalha. Que um bom General está com os seus comandamos no campo de batalha e na alegria das vitorias”. Com essa posição, não se sabe se será mantida a reunião prevista para acertar o compromisso entre os dois.

Gladson Cameli, sem se referir diretamente ao episódio, disse que pode repensar sua determinação em se filiar ao PSDB de Mara Rocha. “Acredito que neste momento não há clima para ir ao PSDB, após tudo isso que vem acontecendo. Após as eleições municipais vou pensar no que vou casar”. Quem saiu em defesa do governador foi o sub-secretário de Educação e membro do conselho político, Moisés Diniz, que afirmou: “Gladson Cameli segue apoiando e valorizando seus aliados históricos, com generosos espaços de poder e respeitando suas candidaturas em 2020. Tentar impor outra marca ao Gladson é querer negligenciar com a verdade”. Quanto à denúncia de que o governador está aproveitando petistas no governo, Moisés listou os acordos políticos dos partidos que criticam Gladson e que apoiam explicitamente ex-petistas para prefeituras da capital e do interior.