Direção da Acisa esperançosa com a retomada das atividades econômicas

Com a curva dos casos de mortes por covid-19 em queda nas últimas duas semanas, os comerciantes estão bastante esperançosos com a retomada das atividades econômicas no estado. A semana passada registrou 41 mortes por causa da doença, enquanto na semana anterior a Secretaria Estadual de Saúdo do Acre (Sesacre) contabilizou 52 mortes que corresponde por uma redução de quase 30% dos casos de mortandade.  “O decreto está sendo elaborado com quatros  bandeira, estamos por enquanto, na vermelha, mas devemos passar para a laranja”, aposta o presidente  o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (Acisa), Celestino Bento.

O representante da entidade patronal esclarece que a mudança de critério permitirá que shopping center, as lojas de confecções e de calçados;  as academias, cinemas, casas de shows; clubes recreativos e sociais; bares, boates e casas noturnas, lojas de conveniências; clínicas de estética; eletrônicos e eletrodomésticos; salões de beleza, barbearias e congêneres, empresas de manutenção e limpeza de eletrônicos e eletrodomésticos, possam retomarem as suas atividades, as empresas precisarão adotar as medidas higienicossanitárias estipuladas pelo Ministério da Saúde (MS), inclusive as recomendações estabelecidas pelas Secretarias de Saúde (Municipal e Estadual).    “Todas as empresas precisarão tomar os seguintes cuidados: não permitir aglomerações,  a obrigatoriedade do uso de máscara dos atenderem  e clientes, a  sinalização do interior do estabelecimento comercial para evitar aglomerações e a  disponibilidade de álcool gel na porta de entrada para assepsia dos clientes”, destacou o empresário do ramo de autopeças. 

Em contrapartida, foram registradas na semana passada  aproximadamente 1.739 novos casos da doença, na semana anterior fechou com 1.659 casos de covid-19. Nos últimos três dias foram contabilizados apenas 22 mortes, enquanto no mesmo período da semana anterior com cerca de 30 mortes. Os casos ficaram assim distribuídos: quarta, com 10 mortes, terça e segunda, com apenas seis óbitos, mas na primeira quinzena deste mês  a quarta registrou 14 óbitos, na terça caiu para 12 mortes e na segunda registrou apenas  4 óbitos.  Até o dia 17 de abril deste ano, o Acre registrava apenas 153 casos de covid-19 e cinco mortes, depois da descoberta dos três primeiros casos importados (dois casos de infectados em São Paulo e um no Ceará)  mas no último dia 17 de maio o estado contabilizava 1.867 casos e 59 óbitos e no último dia 17 de junho fechava com 10.339 infectados e  281 mortes.

Protocolo – Desde a semana passada que a Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) disponibilizou o protocolo elaborado pelo Serviço Social da Indústria (SESI)  para auxiliar as  empresas na retomada das atividades produtivas em época da covid-19.  O documento na página eletrônica da entidade  contou com a contribuição de médicos do trabalho, epidemiologistas, engenheiros de saúde e segurança no trabalho, psicólogos e outros especialistas da entidade, que buscaram estabelecer as medidas de prevenção em tempo de pandemia do coronavírus. As principais medidas sugeridas consiste na desinfecção e limpeza do ambientes de trabalho, como a  limpeza de locais mais expostos ao toque das mãos a cada duas horas (maçanetas, corrimões, botões de elevador);  disponibilidade de álcool em gel, aumento das estações para lavagem das mãos; manutenção dos  ambientes de trabalho ventilados e  aumentar a frequência de limpeza e troca de filtros biológicos no ar condicionado. 

A limpeza de pisos e sinalização, layout de estações de trabalho e ambientes de uso coletivo com marcações no chão para garantir distância mínima de dois metros entre as pessoas para evitar aglomeração, como filas de refeitório ou de elevadores, assegurar alternância da estação de trabalho entre os turnos e implantar barreiras físicas para locais de atendimento ao público e suprimir ou reduzir o uso de maçanetas, catracas e qualquer superfície de contato com as mãos para evitar o aumento de novos casos de infectados.