Dirigente do PSOL é preso por ameaça na segunda fase da Operação Citricultor

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 28, a segunda fase da “Operação Citricultor”, que investiga irregularidades no uso de verba eleitoral no PSOL. Essa segunda fase foi para coibir possível prática do crime de coação no curso do processo. Um mandado de prisão foi cumprido.

De acordo com as investigações, Samuel de Lima, membro do diretório estadual do PSOL, que vinha sendo monitorado desde que foi acusado de agredir o filiado Jucivan Santos, denunciante do esquema, voltou procurar o desafeto e a tentar coagir, mediante graves ameaças, para que ele retirasse as acusações feitas à Polícia Federal. Assim, ele buscava auferir benefícios em seu interesse próprio e alheio, constrangendo o denunciante dos fatos apurados no inquérito policial, no qual se investiga o uso de candidaturas fictícias nas eleições de 2018 e a apropriação indébita do Fundo Eleitoral.

O investigado Samuel de Lima, mesmo após ter sido cientificado de que não poderia manter contato com o denunciante, por ter feto ameaças e agredido anteriormente, proferiu novas ameaças a Jucivan, o que levou a decretação de sua prisão preventiva.  As penas podem chegar a 4 anos de reclusão.