53 candidatos já morreram no Brasil. Acre registra um

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já contabiliza 53 mortes entre os candidatos aos pleitos municipais de 2016, de acordo com um levantamento de registros realizados até a última quinta-feira (15).

O estado que mais registra óbitos é São Paulo, 8, seguido de Rio Grande do Sul (7), Rio de Janeiro (6) e Bahia (5). O TSE registra óbitos de 48 candidatos a vereador, três a prefeito e dois a vice-prefeito.

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Acre faz parte do grupo de oito estados que registraram apenas um óbito, com o candidato Elivaldo Santana, 36 anos, assassinado com vários disparos de arma de fogo no dia 24 de agosto, na Vila do V, zona rural do município de Porto Acre.

Santana era candidato a vereador de Porto Acre pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na coligação “Amigos juntos para vencer II”. A vítima residia no ramal do Açaí.

Na lista com apenas um óbito estão os estados de: Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Tocantins e Pernambuco.

Apenas Distrito Federal, Amapá, Amazonas, Ceará, Pará, Rondônia, Roraima e Sergipe não registraram óbitos até o momento, tramitado um mês de campanha, desde 16 de agosto, quando os registros foram oficializados pelos partidos e coligações.

Prefeitos

São três óbitos envolvendo candidatos ao Executivo. Uma das mortes aconteceu em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Roberto Lunelli (PT) já foi prefeito da cidade entre 2009 e 2012 e faleceu após um acidente de trânsito na BR-470, na cidade da Serra (RS). Ele tinha 49 anos e era professor.

O prefeito e o vice-prefeito da cidade de Pajeú do Piauí, no Piauí, candidatos à reeleição, morreram em uma colisão na terça-feira (13). Juscelino Mesquita dos Reis (PMDB) e José Eduardo Gonzaga de Carvalho (PMDB), o Zezito, estavam em uma caminhonete que colidiu de frente com uma carreta bitrem.

O outro prefeito é de Teixeira de Freitas, na Bahia. Padre Aparecido (PRTB) faleceu com 80 anos. E o outro vice-prefeito falecido é de Saloá, em Pernambuco: José Antonio (PR).

Estados com mais óbitos

O estado de São Paulo é o recordista em número de óbitos: já perdeu 8 candidatos em 2016. O Rio Grande do Sul perdeu 7 e o Rio de Janeiro, 6. Bahia, com 5; Alagoas, Goiás, Maranhão, Piauí e Minas Gerais, com 3 cada; e Paraná e Santa Catarina, com 2 cada, encerram a lista de mais de uma morte por estado.

Na contramão, candidatos “Já Morreu” tentam se eleger

Na contramão aos 53 mortos registrados em um mês de campanha eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também registra uma série de nomes relacionados a morte entre os candidatos. Em todo o território nacional, quatro “Já Morreu” são candidatos.

Na cidade de Almas, no Tocantins, Erivelton “Já Morreu” (PMDB), de apenas 24 anos, tenta uma vaga à Câmara Municipal. Em Minas Gerais, na cidade de Morada Nova de Minas, “Já Morreu” (PPS) é alcunha de Marconi Gomes Rosa, de 50 anos.

O Nordeste conta com mais dois representantes do além-mundo. Em Ouriçangas, “Jamorreu” (Psol), tudo junto, tenta convencer a população de que dará mais vigor ao Legislativo. E em Lagoa do Carro, Pernambuco, “Já Morreu” (PPS) é o nome de José Eudes Alves de Souza, de 50 anos. Na cidade com nome de automóvel, ele é registrado com a profissão de motorista particular junto ao TSE.

Mortos, Popular Morto, Morto Vivo e Boa Morte

Ao que tudo indica, ostentar qualquer tipo de morte no nome é prática recorrente entre os postulantes a vereador. São dois “Mortos” e dois “Mortes”, por exemplo. Pedro Morto (PTB) é candidato em Caçu, em Goiás, e apenas Morto (PRB) quer se eleger por Taquaritinga, em São Paulo. Já Morte (PSDB) é candidato em Marilac, Minas Gerais, e Morte (PMDB) garante que o coração ainda pulsa em Olho d’Água das Flores, em Alagoas.

Já os representantes do Paraná são Adriano Pechefist Popularmorto (PDT), candidato a vereador em Prudentópolis, e Lucas Morto Vivo (PSL), de Almirante Tamandaré.

Os “Boa Morte” vêm de apenas dois rincões: Bahia e, curiosamente, Espírito Santo. São eles: Katia Boa Morte (PPS), de Santo Amaro, Bahia; Raquel Boa Morte (PSD), de Caravelas, Bahia; Marivaldo Boa Morte (PPL), de Salvador, Bahia; Professor Heraldo Boa Morte (PTN), de Esplanada, Bahia; e Helinho Boa Morte (PHS), de Serra, Espírito Santo.

Roberto do Rio das Mortes (PSL), de São João del Rei, em Minas Gerais; Toinha do Boi Morto (PRB), de Paracuru, no Ceará; e André do Boi Morto (PV), de Porto Estrela, no Mato Grosso, fecham a seleção de 2016.