Empreiteira retoma obra de conclusão da cabeceira da ponte do Madeira

Cezar Negreiros

O novo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em Rondônia (DNIT/RO), André Santos revelou que na próxima semana a empresa retoma as obras de conclusão da cabeceira do Rio Madeira. A construção de 1.400 metros de terraplenagem e pavimentação asfáltica na cabeceira da ponte que fica na direção do Distrito de Jaci-Paraná para evitar o risco de alagação da pista que circunda o lago da usina hidrelétrica de Jirau. “O custo definitivo desta obra ficou em R$128 milhões, mas contaremos com um estaqueamento metálico de 460 metros da elevação”, destacou. 

O superintendente informou que o Ministério da Infraestrutura (MI)  liberou os recursos que faltava do Regime de Contratação Diferenciada (RCD) para conclusão dos serviços na parte do território de Rondônia. Esclareceu que no trecho que fica na direção do Distrito de Vista Alegre do Abunã, o  aterramento já foi realizado e feito a pavimentação asfáltica. “Trabalhamos para terminar os serviços no prazo previsto, porque a inauguração desta ponte acontecerá no fim deste ano”, observou.

A previsão é que mais de dois mil veículos cruzem a Ponte do Madeira, que conta com quase dois quilômetros de extensão, todos os dias. Desde a abertura da rodovia federal da BR-364/RO entre Rio Branco e Porto Velho, a travessia sobre o Rio Madeira é feita por balsas, sendo que o trajeto entre as margens do rio leva uma média de meia hora, mas com a conclusão da ponte, os motoristas gastarão poucos minutos. 

Em contrapartida, o setor de transporte deve economizar mais R$ 3 milhões, por mês, que corresponderá uma economia diária de quase R$100 mil, para fazer a travessia das mercadorias e veículos pela balsa, pois com a conclusão definitiva desta ponte os donos de veículos não precisarão arcar mais com essa despesa extra todos os dias. Considerada uma das maiores obras de engenharia executada na região da Amazônia Ocidental, a ponte é considerada estratégica para a integração definitiva do Acre ao sistema rodoviário do país. Ajudará no escoamento da produção de soja rondoniense, para atender as encomendas dos países asiáticos, através do caminho Brasil ao Oceano Pacífico. Esta obra fez parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas contou recursos das emendas de bancadas dos dois estados vizinhos.  O empreendimento está com 100% dos serviços concluídos, inclusive com parte do acesso de uma das cabeceiras.