Empresários são presos por crime contra a ordem tributária

Fiscalização conjunta da Secretária de Fazenda e Polícia civil leva mais dois empresários para a cadeia por crime contra a ordem tributária. O empresário identificado por Antônio EFAS, que trabalha com a venda de frios e Gleiciane Silva, se juntaram para aplicar golpe no fisco. Antônio, tem um cadastro de CNPJ como empresa Mei, e só pode movimentar até R$ 81 mil por ano, contrariando a lei, a Sefz descobriu que em uma única compra ele movimentou R$ 145 mil.

A secretaria de fazenda então suspendeu o CNPJ. Impedido de comprar mercadorias, foi atrás de Gleiciane Silva, que tem em seu nome uma micro empresa, podendo movimentar um valor maior. Usando o CNPJ de Gleciane, o empresário fez três grandes compras que somaram mais de R$ 355 mil.

Desconfiada, a Sefaz fez uma varredura e descobriu que a empresa de Gleiciane estava inativa. Durante esse ano as únicas compras foram as três feitas em novembro.

O endereço da empresa de Gleiciane também chamou a atenção da polícia. Fica na avenida Boaventura, no bairro Vitória em Rio Branco. Na verdade, é um bar.

A investigação da PC concluiu que ela passou a movimentar a empresa para comprar mercadorias para Antônio, e isso também é crime explicou o diretor administrativo da SEfaz Clovis Monteiro. “Quando a pessoa empresta o nome para terceiro, e esse, tem problemas com o fisco essa pessoa termina sendo cúmplice, responde pelo mesmo crime”, relatou.

A mercadoria comprada foi apreendida, e a dupla de empresários presos vai responder por crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica.

Essa é a segunda operação da polícia contra esse tipo de crime e segundo o delegado Pedro Rezende, outras empresas estão sendo investigadas. A maioria está inscrita como Mei, fazendo grandes compras e sonegando impostos.