Entregadores de aplicativos fazem protesto no centro da cidade

Cezar Negreiros

Os entregadores de aplicativos cruzaram os braços no dia de ontem para cobrar das plataformas de delivery melhores condições de trabalho e de remuneração. Os manifestantes fizeram buzinaço nas principais ruas do centros e bloquearam pontos turísticos na Gameleira e no Palácio Rio Branco para chamar a atenção da sociedade acreana para o problema.

Ao serem questionados pela imprensa o que motivou o protestou na capital acreana, os motoboy reclamaram das baixas taxas pagas pelos serviços prestados as empresas de delivery. Alguns deles chegaram improvisar um paredão com as mochilas usadas no transporte dos pedidos dos clientes na Gameleira, pela baixa remuneração pelo serviço prestado durante a pandemia.  em Rio Branco.  “Chegamos  a percorre três quilômetros para receber uma corrida de R$ 4.00 a R$ 5.00 que não paga o combustível gasto”, desabafou Alisson Rodrigues. 

Contou que se envolveu em três acidentes com motoristas alcoolizados, mas se precisasse ficar internado por alguns dias, não tinha que compensasse os dias parados por falta de carteira assinada. Estima que cerca de 500 trabalhadores autônomos estejam prestando este tipo de serviço para as empresas de aplicativos.  “Muitos contam com essa única renda  para o sustento da família e a manutenção da motocicleta”, observou.

O motoboy Marcos Almeida de Araújo disse que  a categoria tanto no Acre com em outros estados estão à mercê da própria sorte. Contou que tem uma jornada de trabalho que varia entre 18 a 20 horas para conseguir uma renda de R$ 200 para comer, abastecer a motocicleta e ainda arcar com a despesa extra de máscara e álcool gel para não ser infectado pelo coronavírus. “Não somos amparado por esses aplicativos, pois trabalho na Uber Eats, Bee e Much, as duas últimas os donos que são daqui e distribuem máscaras e álcool gel, para garantir a nossa segurança”, denunciou.

Admitiu que todos os entregadores vem se arriscando todos os dias que saem para fazer as entregas no horário das refeições de contrair o coronavírus.  Relatou que está há vários dias sem visitar os seus pais,  porque eles fazem grupo de risco. “Todos os dias, a única coisa que  penso no fim da jornada de trabalho se foi contaminado por esse vírus que mata tantas pessoas. “Se tiver de parar a minha atividade por causa do covid-19, não sei como vou me sustentar,  a única renda que tenho é da atividade das entregas de delivery”, desabafou. 

Esclarecimento – A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) chegou a emitir uma nota para prestar esclarecimento aos consumidores que utilizam o serviço das empresas de delivery. “Informamos que desde o início da pandemia foram tomadas diversas medidas de apoio, como distribuição gratuita ou reembolso pela compra de materiais de higiene e limpeza (máscara, álcool em gel e desinfetante) e a criação de fundos para pagar auxílio financeiro a parceiros diagnosticados com covid-19 ou em grupos de risco.  A Amobitec informou ainda que os entregadores cadastrados nas plataformas estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas, mas que a entidade está aberta a retomada do diálogo e que a paralisação da última quarta-feira (dia 1) não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza dos prestadores de serviços.