Escolas privadas apresentam plano estratégico de retomada do ano letivo pós-pandemia


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Há quase quatro meses que as escolas particulares lutam aos trancos e barrancos para manter dos estabelecimentos de ensino com as portas abertas. A rede privada conta atualmente, com aproximadamente 15 mil alunos matriculados na rede privada (pré-escola, ensino fundamental e médio), mas a inadimplência em algumas delas já chegam em torno dos 30 aos 50%, segundo balanço da diretoria do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Acre (SINEPE-AC).

Desde que a chegada da pandemia do coronavírus que as escolas infantis e os colégios estão proibidos de retomar as aulas presenciais para evitar aglomerações que podem contribuir com a proliferação da doença que já matou mais 400 pessoas no estado. A presidente da entidade Elisabete Cristina da Costa esteve na tarde de ontem na Casa Rosada, para apresentar ao vice-governador Major Rocha e ao secretário estadual de Educação, professor Mauro Cruz, o Plano Estratégico de Retomada do Ano Letivo na rede privada. “Por enquanto, não ficou definido uma data específica de retorno das aulas presenciais para revisão dos conteúdos das disciplinas”, observou.

A empresária do setor de ensino lamentou a cobrança dos tributos (estaduais e municipais) mesmo com as escolas estando com as portas fechadas há quase quatro meses. Apesar da crise econômica mantiveram o pagamento dos salários dos professores e do pessoal de apoio. Algumas escolas de ensino infantil tiveram de fechar as portas após os pais desistirem de manter os filhos matriculados na pré-escola. “Tivemos que investir na aquisição de equipamentos de tecnologia e recorrer aos serviços das plataformas para dar continuidade com o sistema de ensino remoto”, destacou.

A direção do Colégio Meta informou que estão trabalhando com videoconferência no período da manhã, os alunos do ensino fundamental e médio podem tirar as suas dúvidas com os professores em tempo real. Antecipou que o retorno das aulas presenciais somente depois que a Secretaria Estadual de Educação (SEE) anunciar que não tem nenhum risco para a saúde dos alunos. “Estamos planejando para o retorno em sistema de rodízio para evitar o risco de aglomerações, porém, priorizaremos o ensino híbrido para que os alunos possam acompanhar pelo sistema remoto”, declarou Tony De Luca.

Protocolo

Esclareceu que as escolas privadas estão optando pelo ensino híbrido, pois estão utilizando diferentes plataformas de ensino e aprendizagem. Informou que um médico infectologista vem auxiliando na elaboração do Plano de retorno das aulas presenciais para preservar a saúde dos alunos matriculados no Colégio Meta. A ideia é adotar o Protocolo recomendado pelo Ministério da Educação (MEC) que estabelece a obrigatoriedade do uso de máscara, medição de temperatura no acesso às áreas comuns da escola, a disponibilidade de álcool em gel, retorno das aulas de forma escalonada, a ventilação das salas de aulas, o distanciamento de pelo menos 1,5 metros de cada carteira do aluno, as reuniões e eventos à distância, o não compartilhamento de objetos, inclusive livros e cadernos, a elaboração quinzenal de relatórios para monitorar e avaliar o retorno das atividades, a recomendação dos alunos e funcionários manter cabelo preso e evitar usar acessórios pessoais, como brincos, anéis e relógios e possibilidade de trabalho remoto aos servidores e colaboradores do grupo de risco.