Estado entrega reforma completa do Colégio Santa Juliana, em prédio histórico de Sena Madureira

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação, vai entregar ainda este mês a reforma completa de um dos maiores patrimônios da área educacional do Acre. Trata-se colégio Santa Juliana, em Sena Madureira, cujo prédio começou a ser construído pela ordem das irmãs Servas de Maria em primeiro de Maio de 1927, quando foi afixada a primeira pedra da construção, que foi benzida pelo Monsenhor Bernardi. No livro do Tombo da paróquia de Sena Madureira consta que a escola foi inaugurada no dia 15 de junho de 1929, às 9 horas da manhã, com a benção ritual dada pelo bispo prelado Frei Próspero Bernardi, com a presença do então Governador Hugo Carneiro e toda a comunidade de Sena Madureira O custo total da obra foi diz 125 contos de réis, na época.

 História de fé e dedicação

A História do Colégio Santa Juliana se confunde com a de Sena Madureira e a de todo o processo de formação do Acre. Sua sede é considerada o prédio mais antigo do Estado de suas proporções e representa um legado inestimável para o ensino e a memória de inúmeras gerações

O trabalho missionário em educação das Freiras servas de Maria começou em janeiro de 1921 com a determinação do provincial da Ordem em Bolonha para que a congregação de irmãs de caridade Servas de Maria, embarcasse para o Brasil, para auxiliar no trabalho missionário já realizado por padres, ordenando que elas instalassem em Sena Madureira uma escola primária inteiramente dedicada as meninas. Quando a primeira caravana de irmãs chegou a Sena Madureira em novembro de 1921 depois de longa e exaustiva viagem, elas foram abrigadas na casinha onde morou um falecido Vigário, que era tão velha que elas mal conseguiam se alimentar no local. Mesmo assim foi nessa modesta residência que as freiras, ao lado do estudo da língua portuguesa que era d=fundamental para sua missão, já começaram a reunir-se 50 meninas para aulas de prendas domésticas. Em 7 de Setembro de 1822 data do centenário da Independência do Brasil, o Colégio Santa Juliana foi fundado em uma casa contígua ao alojamento das Freiras. Já em 1923 o trabalho de educação das irmãs chamava a atenção no estado e elas receberam elogio público do então diretor de instrução pública Lopes Aguiar.

Neste mesmo ano o então Governador Cunha Vasconcelos determinou uma subvenção para auxiliar o trabalho missionário

Logo a qualidade do ensino fornecido na incipiente Escola Santa Juliana se espalhou e houve a necessidade de se pensar em uma ampliação. Foi aí quem em 1º de Maio de 1927 começou o trabalho de construção do atual prédio, que contava com requisitos arquitetônicos adaptados a uma obra Educativa, No novo prédio, além da escola, no segundo andar ficava o alojamento das irmãs que dormiam em pequenas celas, até hoje preservadas e agora recuperadas pela Secretaria de Educação. Como era uma escola particular, quem tinha condições pagava a instrução das filhas, mas a instituição também abrigava meninas carentes e órfãs.

Formação

Na década de 30, depois da inauguração do prédio tem 1929, o governo do estado cortou a subvenção e as freiras e as internas precisaram fazer roçados e outras atividades para gerar renda garantir a alimentação e o material de ensino.

Isso não desanimou as valorosas irmãs da Ordem Serva de Maria. Logo, a escola chegou a abrigar 90 alunas internas em na década de 40 já realizava além do curso de formação primária, o curso normal Regional para formação de professoras, além do curso pré primário, E 1949 até 1956 o Instituto Santa Juliana formou 62 professores Rurais e implantou externato, que chegou a abrigar, poucos anos depois, até  300 alunas.

Recuperação

Com o passar dos anos o estado acabou assumindo a direção do Instituto e o prédio veio se deteriorando ao longo dessas décadas

Agora, o Governo do Estado, auxiliado por uma emenda da deputada Vanda Milani iniciou a recuperação do prédio histórico. Trata-se de iniciativa fundamental e que vai resgatar a importância histórica da Escola Santa Juliana na formação de gerações no Acre, Na adaptação aos novos tempos, a escola não tem mais internato e integra a rede estadual de ensino, oferecendo o ensino fundamental para alunos de ambos os sexos. A obra é um dos destaques da administração do Secretário Mauro Cruz, como ele mesmo admite. Um detalhe interessante na recuperação da obra é a revitalização das celas que antes serviam de dormitório para as irmãs e que agora foram transformadas em salas de estudo. O secretário Mauro Cruz destacou a importância da recuperação do prédio, lembrando que “a Educação do Acre passa obrigatoriamente pelo Colégio Santa Juliana, em Sena Madureira”.