Estado tem R$ 70 milhões em cofre para Segurança Pública

Segurança Pública do Acre tem cerca de R$ 70 milhões em cofre para realizar obras nos presídios e também para equipar polícias. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Acre, Emylson Farias, o Estado recebeu nos últimos dias R$ 44 milhões do Fundo Nacional Penitenciário.

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Anteriormente, no mês de dezembro de 2016, a Segurança Pública recebeu o valor de R$ 18,3 milhões, valor proveniente de um acordo entre o Ministério Público do Trabalho e o Estado do Acre.

Emylson considera que a verba virá para somar com as ações que já estão sendo tomadas para combater o crime organizado dentro do Acre. Com os recursos, câmeras de monitoramento e outros sistemas eletrônicos serão implantados dentro de presídios do Estado, em fevereiro.

Além disso, a verba servirá para o fortalecimento da infraestrutura dos agentes penitenciários e dos policiais que atuam, principalmente, dentro do Complexo Penitenciário Francisco D’Oliveira Conde. Viaturas, motocicletas, coletes e armas também devem ser adquiridos com estes recursos.

O secretário informa que há mais recursos para serem liberados ao Estado, e que reformas nos presídios, e até a construção de novos presídios no Acre estão sendo estudadas.

Os investimentos vêm para somar com medidas preventivas que o Estado está tomando, relata o secretário. Segundo ele, sem estas ações, o Acre poderia ter sido palco de chacinas da proporção que ocorrerão no Amazonas (56) e Roraima (33), que acabaram com 89 mortos.

“Isso tudo fez com que chacinas como estão ocorrendo no país aconteçam aqui… Aqui no Acre a gente não vive o que estão vivendo lá fora”, acredita Emylson.

Para fortalecer as ações, o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) tem se reunido com o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e com o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) para tratar de planos de combate ao crime organizado.

Fugitivos do Amazonas

Dos presos que fugiram de unidades prisionais do Amazonas, nos primeiros dias do ano, apenas 65 foram recapturados, outros 119 ainda estão foragidos da justiça. O Acre como de fronteira com Amazonas pode ser um dos locais escolhidos pelos fugitivos como esconderijo, ou rota para países como Peru e Bolívia.

Emylson não descarta a possibilidade de que estes foragidos tentem entrar no Acre, e afirma que tem policiamento nas estradas, nos postos de fiscalização para realizar a prisão não só destes foragidos, mas como de qualquer outro indivíduo em situação de irregularidade com a justiça.

“A pessoa que é fugitiva pode ir para qualquer lugar do país, temos que ficar atentos em localidades como rodovias. Nós temos policiais na Tucandeira. Agora, se uma pessoa quiser se embrear pela mata para ter acesso ao Acre e ir para a Bolívia ou Peru é muito difícil de ter um controle de um situação como está”, relata.

O secretario informa que as inteligências da região norte e de todo o país estão conectadas, trocando informações para que estes foragidos sejam capturados, e para que novas chacinas e ataques sejam evitados.

PRESÍDIOS

O Estado do Acre tem o déficit superior a 1.500 vagas no sistema prisional, segundo o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC). Ao todo, as sete unidades prisionais do estado oferecem 4.393 vagas para mais de 5.900 reclusos. Cada preso tem o custo de R$ 2.7 mil ao Estado.

5.900 reclusos

545 apenados em monitoração eletrônica

2565 vagas no regime fechado

1828 vagas para presos provisórios

R$ 2.7 mil – custo por preso

Total de unidade prisionais – 7

3 unidades prisionais em Rio Branco

4 unidades prisionais no interior

AS MEDIDAS PREVENTIVAS APONTADAS PELO SECRETÁRIO SÃO:

-Isolamento e extração de presos;

-Contratação de pessoas para fortalecer o sistema prisional;

-Fortalecimento do policiamento dentro do FOC;

-Fortalecimento das guaritas do FOC;

-Viatura do Corpo de Bombeiros no FOC;

-Policiamento reforçado no entorno da Unidade Prisional 4