Estudo mostra desigualdade de renda no Acre com base em declaração de IR

Apenas 13,16% da população de Rio Branco declara imposto de Renda, com o município ficando na posição 1039 no ranking das cidades brasileiras nesse quesito, segundo dados da FGV Social, Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. O levantamento explicita a enorme disparidade de rendimentos e como o Brasil tributa, via Imposto de Renda, parcela pequena da população: 14,4%, menos que a média latino-americana e de muitos países do sul da Europa.

Rio Branco está abaixo da média nacional de declarantes do IR. A renda média da população da capital acreana é de R$ 1.014,00, bem distante dos R$ 2.981 mensais de Brasília, a maior do país e abaixo da média nacional de R$ 1.228.

Em Rio Branco, a renda média dos que declaram o IR é de R$ 7.707,63, bem acima da média de toda a população, o que é mais uma demonstração da concentração de renda. Brasília tem a maior renda média dos declarantes com R$ 11.994, sendo a média nacional de R$ 8.528.

Essa diferença entre declarantes e a população em geral se evidencia quando se analisa o patrimônio médio da população em geral, que em Rio Branco é de R$ 13.820,19, mas entre os declarantes de Imposto de Renda sobe para R$ 105.020,88.

No interior acreano a situação ainda é mais contrastante, Em Tarauacá, só 4,10% declaram imposto de renda, com renda média da população em torno de R$ 238,60, enquanto entre os poucos que declaram a renda é de R$ 5.816,83.

Em Manoel Urbano, 4,82% da população declara Imposto de Renda, para uma renda média no conjunto da população de R$ 207,95 e de R$ 4.313 entre os declarantes.