Falta de dinheiro impede população acreana de viajar

Apenas 22,4% dos moradores do Acre viajou no ano passado, dados relativos ao terceiro trimestre de 2018 antes da pandemia. Para 51,6% dos moradores, a fala de dinheiro é o maior impedimento das viagens. Os dados são do IBGE, que divulgou hoje o módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Pnad Contínua. A pesquisa de turismo tem como objetivo quantificar os fluxos de turistas nacionais entre as diferentes regiões do país e para o exterior.

Dos 267.000 de domicílios acreanos visitados, em 22,4% deles a pesquisa averiguou a ocorrência de alguma viagem que havia sido finalizada nos três meses anteriores à entrevista, enquanto que em 80% dos domicílios, não foram registradas viagens. Quando perguntado sobre o principal motivo pelo qual nenhum morador do domicílio havia viajado no período, 51,6% alegaram ter sido falta de dinheiro, 21% por não ter necessidade e 12,2% por falta de tempo.

Dos 51.000 (19,3%) de domicílios onde ocorreram viagens, 20% ocorreram por motivos profissionais e 80% por motivos pessoais, incluindo as viagens nacionais e internacionais. As viagens por motivo profissional se caracterizaram por, na maior parte das vezes, ocorrer com apenas 1 viajante, enquanto nas viagens por motivo pessoal predominam as viagens com 1 a 3 viajantes.

No Acre, no período pesquisado, 97% (58.000) das viagens analisadas foram nacionais e 3,1% (2.000) foram internacionais.

Do total de 60.000 viagens investigadas, 48.000 foram por motivo pessoal. Os principais motivos se dividiram entre lazer, compras pessoais, religião, tratamento de saúde e bem-estar, visita a parentes e a amigos, eventos familiares e outros (inclui cruzeiros, cursos, estudos e congressos).

No período analisado, 30,6% das viagens por motivo pessoal ocorreram em visita a parentes, 29,2% para tratamento de saúde e bem-estar, 17,1% em busca de laser. Essa penúltima categoria inclui viagens para consultas médicas, internações para tratamentos ou cirurgias, atendimento psicológico, assim como viagens turísticas que visam à diminuição dos níveis de estresse como spas, centros termais ou retiros.

Como principal local de hospedagem, a casa de amigos ou parente superou as demais modalidades, representando 64% dentre as alternativas. Em segundo lugar ficou a opção hotel ou flat (19,4%), na terceira colocação está o imóvel próprio (2,5%).