FIEAC participa do I Seminário de Avaliação do Programa de ISA Carbono como representante do Setor Produtivo no Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais do Acre

Representando o setor produtivo, a presidente da FIEAC em exercício, Adelaide de Fátima Oliveira, participou do Seminário de Avaliação do Programa ISA Carbono do Sisa: Resultados e Impactos, nos dias 12 e 13 de setembro, no Best Western Plus Gran Lumni Hotel. O evento, que é uma realização do Governo do Estado, organizado pela ONG SOS Amazônia, com apoio do Banco KfW/Cooperação alemã, teve por objetivo de fazer uma análise da implementação do Programa de Incentivo aos Serviços Ambientais (ISA) que visa à redução da emissão de carbono na atmosfera, incentivando boas práticas e fornecendo subsídios para os povos da floresta.

4-seminario-programa-de-carbono-isa-sisa-61impA política com base na economia de baixo carbono, no Acre, tem se desenvolvido de forma articulada com as convenções internacionais e com contribuições para mitigação dos efeitos das mudanças do clima, desde a criação do Sistema Estadual de Incentivos aos Serviços Ambientais do Acre (Sisa). Desde 2012, foi assegurado, por meio do Programa Global REDD Early Movers (REM), o financiamento pelo Banco Alemão de Desenvolvimento KfW, cujos recursos estão sendo investidos no Programa ISA Carbono, do Sisa, criado pela Lei Estadual Nº 2308/2010.

Para Adelaide de Fátima, é uma oportunidade ímpar fazer parte de uma política que teve início há quase 20 anos, cujos resultados estão sendo apresentados agora. Segundo ela, antigamente, o setor florestal trabalhava com madeira oriunda de desmatamento, e o desmate crescia a cada dia. Além disso, os madeireiros trabalhavam com apenas três espécies. Hoje, o segmento trabalha com 95% de madeira oriunda de manejo e com mais de 25 espécies.2-seminario-programa-de-carbono-isa-sisa-38imp

“Toda essa política veio caminhando para estarmos aqui, hoje, e sabemos o quanto isso é importante e tem mudado a vida das pessoas. O incentivo do banco alemão tem proporcionado qualidade de vida e possibilitado agregar valor aos produtos dos povos da floresta. O desafio ainda é grande, mas são programas como esse que fazem com que a sociedade e o produtor rural tenham qualidade de vida e mantenham a floresta em pé, gerando riqueza e renda”.

RESULTADOS POSITIVOS – De acordo com a coordenadora do Programa REM/KfW, Christiane Ehringhaus, há muito tempo a Alemanha vem se preocupando com a preservação das florestas tropicais e com as mudanças climáticas. Em virtude disso, o país passou a cooperar com o Brasil por meio de programas como o REM. “O Acre se destaca há anos pelo seu pioneirismo nessa política de preservação das suas florestas, tem histórico de inovação e integração entre setores, governo e sociedade civil e entre grupos sociais. Não apenas o banco KfW, mas todo o mundo, está de olho no Acre para destilar as lições aprendidas nesses três anos e meio de implementação do ISA Carbono. Este é um momento muito valioso de reflexão e análise, de aprender juntos e melhorar o que está acontecendo aqui”, avalia.

Segundo Nazareth Lambert, os resultados foram positivos, o que significa que a implementação foi um sucesso. A avaliação da implementação do Programa ISA Carbono foi feita mediante critérios estabelecidos na redução da emissão de carbono e do próprio desflorestamento. Os recursos são aplicados dentro das comunidades tradicionais que vivem na Amazônia, dando-lhes oportunidades para que tenham acesso a uma produção – inclusive de pequenos animais –, tirando a opressão da floresta. A avaliação técnica e científica é verificada pelo resultado desses investimentos.

“Isso significa que existem outras formas de sobrevivência dentro da floresta, sem ser necessário queimar. Nossa luta contra as queimadas é constante. Hoje, atingimos 5 mil famílias e a nossa intenção é que, com a avaliação positiva que temos, consigamos novas parcerias e mais investimentos, mostrando que é possível desenvolver a Amazônia e dar qualidade de vida às pessoas que nela vivem. Para que possamos ter capacidade de preservação, extraindo suas riquezas, mas sem destruí-la, precisamos de investimentos”, argumenta a governadora em exercício.