Bodão vai lutar e vitória é em homenagem às vítimas de cheia

253939_505055_bodao

Além da vontade natural de vencer, Francimar Bodão carrega um sentimento extra para o combate deste sábado, dia 30 de maio, pelo UFC Fight Night 67. Natural de Xarupi, cidade do Acre e que fica a 175km da capital Rio Branco, o lutador meio-pesado (93,3kg) da Nova União quer a vitória sobre Ryan Jimmo para homenagear às vítimas da cheia do Rio Acre, que desabrigou milhares de moradores de sua cidade natal em março deste ano. Na ocasião, Bodão estava no Rio de Janeiro, em preparação para o duelo que acontece em Goiânia, capital de Goiás.

Aos 35 anos, o atleta se prepara para a 21ª luta no cartel profissional. São 16 vitórias e apenas quatro derrotas em dez anos de carreira. Na última vez que subiu no octógono, amargou um polêmico revés por decisão dividida dos juízes laterais diante Hans Stringer, em março de 2014. Para voltar a vencer, o xapuriense se inspira nas histórias de superação de seus conterrâneos.

“Sei que a minha luta será difícil, mas vou buscar essa vitória por todos de Xarupi. Eles passaram por um período muito difícil com as enchentes, metade do Acre sofreu na pele essa tragédia, e muitas famílias perderam tudo. Nosso povo é guerreiro e tenho certeza que daremos a volta por cima. É o mesmo que vai acontecer comigo no UFC. Perdi minha última luta, mas me preparei para vencer esse combate e vou dedicar a vitória ao meu povo”, conta o lutador.

Há pouco mais de um ano sem lutar, Francimar Bodão não esconde a felicidade por retornar à ativa. Para minimizar a falta de ritmo de luta, ele exerceu papel importante na preparação de Thales Leites, seu companheiro de Nova União. Escalado para encarar Ovince St. Preux no UFC Fight Night 56, em novembro do ano passado, Bodão teve que esperar mais para lutar novamente após o oponente ser remanejado para encarar Mauricio Shogun na principal luta do show. Assim, intensificou a ajuda ao amigo Thales Leites, que bateu Tim Boetsch em janeiro deste ano. Em fevereiro, recebeu a promessa de lutar em maio, iniciando sua preparação.

“Quando comecei meu camp, já estava em um ritmo intenso de treinos, então tive um camp longo e muito bom. Mesmo sem lutar, me mantive em atividade, anlisei minhas lutas para corrigir algumas falhas e me sinto bem como nunca me senti na carreira antes. Os fãs verão um lutador que evoluiu muito. Serei mais agressivo e técnico”, avisa.
Do outro lado do octógono, o brasileiro terá Ryan Jimmo, de 33 anos. No cartel, o canadense possui 19 vitórias e, assim como Bodão, quatro derrotas. Jimmo também está há um longo período sem lutar. Sua última apresentação foi em junho de 2014, no revés diante de Ovince St. Preux. Pelo momento que vivem e estilos de luta, o atleta da Nova União vê com bons olhos o casamento do combate. “Ele é um striker, tem o estilo parecido com o meu. Se ele vier para cima, um dos dois vai cair. Tenho certeza que vai ser ele. Será uma luta que os fãs vão gostar, porque não vai ter enrolação. Vou nocautear ou finalizar”, encerra.