Funcionários da Havan fazem protesto contra o isolamento social

Os funcionários da Loja Havan e bolsonaristas descontentes com a prorrogação do isolamento social e o rodízio de veículos impostos pelas autoridades acreanas fizeram um protesto no dia de ontem nas escadarias do Palácio Rio Branco e em frente do prédio da prefeitura de Rio Branco para cobrar o fim da quarentena.

Vestidos das camisetas da Seleção Brasileira e com bandeiras em punho, os manifestantes  pediam a abertura dos estabelecimentos comerciais impedidos de abrir de abrir as portas por força de lei.  “Precisamos pagar nossas contas, elas contas continuam chegando e não podemos ficar sem trabalhar”, desabafam os comerciários do grupo Havan. A loja de departamento teve as suas portas fechadas no dia 1deste mês, depois que o Ministério Público Federal (MPF) atuou a empresa por descumprimento do decreto estadual. 

Alguns populares que discordavam das medidas restritivas aderiram ao movimento no centro da cidade. O vereador emedebista João Marcos Luz chegou a usou a sua página nas redes sociais para convocar os descontentes com o rodízio de veículos impostos pelas autoridades (municipais e estaduais). Declarava que tinha chegado a hora dos homens e mulheres de coragem da cidade manifestassem o seu descontentamento com o governo. “Se ficarmos de braços cruzados morreremos de fome”, desabafou.

O vereador Anderson Sandro também usou  a sua página pessoal no facebook, para defender o fim do rodízio.  O parlamentar enfatiza que a decisão das autoridades de implantar o  rodízio era um crime contra a saúde pública.  A adoção do rodízio, segundo ele, deve aumentar a ocupação dos ônibus em pelo menos 30%, assim, aumentando consideravelmente a possibilidade de contaminação das pessoas pelo coronavírus. “Vamos entrar com uma ação pedindo a suspensão do decreto”,  declarou.

Discordância – O empresário do ramo de veículos Leandro Domingos, presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC, chegou a declarar a medida restritiva será “inócua e desnecessária no combate ao covid-19″.  Citou o exemplo dos estados do Maranhão e São Paulo que optaram pelo rodízio de veículos, mas a doença continua crescente, a taxa de ocupação de leitos segue aumentando e o nível de isolamento social diminuindo.  As pessoas deixam seus carros em casa e passam a usar transportes coletivos, lotando ônibus e outros meios de transportes. “Ganham os donos de ônibus e a Covid, com ambientes fartos para proliferar”, disse o empresário em tom de desabafo.

Domingos fez questão de destacar que o Acre ocupa a 7ª colocação no quesito de nível de isolamento social, pois apenas  47,51% cumprem a quarentena sem rodízio de veículos. Destacou que em São Paulo, mesmo com o rodízio, a adesão ao isolamento social está com 43,05% e uma grande insatisfação das pessoas com o prefeito e o governador. “O decreto municipal editado no Acre prejudica a atividade econômica, o direito de ir e vir e possibilita a proliferação da doença”, denuncia o empresário do setor automobilístico.