Gedeon Barros tem nova condenação por não prestar contas

Cezar Negreiros

O prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros é condenado pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE- -AC), por não prestar contas do dinheiro destinado ao combate da pandemia no município do Vale do Abunã. O gestor municipal recebeu a quantia de R$3.291.892,78 do governo federal para combater usar no combate do coronavírus. Uma parcela de R$3.009.790,42, corresponde às perdas tributárias, enquanto R$282.102,36 para gastar no combate a covid-19.

O relator do processo n 137.678/2020, Ronald Polanco Ribeiro condenou o gestor municipal do Vale do Abunã ao pagamento de mais uma multa no valor de R$7.140,00. A decisão punitiva foi acompanhada pelos demais conselheiros presente a sessão da última quinta-feira (dia 29) do Tribunal. O relatório do procurador do Ministério Público de Contas (MPC), João Izidro apontou falta de transparência na aplicação dos recursos destinados à prefeitura de Plácido de Castro, pelo governo federal.

Destacou que no quesito de transparência, o prefeito obteve um dos piores desempenhos, pois não consta nenhuma informação de como gastou o dinheiro recebido destinado ao combate da pandemia do coronavírus. Em seu parecer pediu a condenação do gestor e defendeu o pagamento de multa por descumprimento da Lei de Acesso a Informação.

Em seguida, a conselheira Dulcinéa Benício de Araújo, relatora do processo nº 128.604/2018, rejeitou a prestação de contas do presidente da Câmara Municipal de Epitaciolândia, vereador Marco Ribeiro. Determinou a aplicação multa no valor de 14.280,00 para ser recolhida num prazo de 30 dias, em caso de descumprimento por via judicial. A relatora do processo n º 131.893/2019, conselheira Dulcinéa Benício de Araújo, refutou a prestação de contas do presidente da Câmara de Brasileia, vereador Rogério Pontes de Souza e estipulou a cobrança de uma multa no valor de 14.280,00 num prazo de 30 dias.

O vice-presidente Valmir Ribeiro assumiu interinamente a presidência da Corte, para que o relator do processo 138.511/2020, conselheiro Cristovão Messias julgasse o recurso de revisão da ex- -presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Karla Cristina Oliveira Martins. O relator acatou o pedido de revisão correspondente a prestação de contas correspondente a prestação de contas do exercício de 2014, mas não deu provimento ao pleito. A conselheira Naluh Gouveia pediu vistas do caso.