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Trabalhadores da educação suspendem a greve

Os trabalhadores da educação decidiram suspender a greve prevista para segunda-feira e retomaram as negociações com o governo do Estado. A categoria teria recuado depois que o governador Arnóbio Marques ameaçou retirar as propostas, além de ter afirmado que trataria os professores como um pai trata uma criança.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteac), Manoel Lima, afirmou que, depois da ameaça de paralisação, a equipe técnica do Estado decidiu flexibilizar, apresentando uma nova contraproposta.

“Nessa proposta, os aposentados e os assessores pedagógicos recebiam aumentos retroativos a 1º de julho, e os professores que possuem apenas o nível médio receberiam o piso nacional de R$ 1.132, 40, tendo até o retroativo de janeiro”, detalhou o sindicalista.

Na assembléia no final da tarde de ontem, os trabalhadores decidiram dar 15 dias para que uma seja finalizada a negociação. Caso não haja um acordo, a categoria promete entrar em greve a partir do próximo semestre.

Na última tabela apresentada pelo governo, os professores teriam um reajuste médio de R$ 80, além de R$ 50 de abono para o setor administrativo. (Freud Antunes)

Delegados se reúnem para negociação hoje
Representantes do Governo do Estado se reúnem neste sábado, a partir das 9 horas, na Secretaria Estadual de Articulação Institucional, com a Associação de Delegados do Acre na primeira rodada de negociação para tratar da política salarial da categoria.

Segundo o assessor especial do governo Francisco Nepomuceno, o Carioca, durante o encontro será apresentada uma proposta com o compromisso de concluir e votá-la até o primeiro semestre de 2009, que encerra no dia 15 de julho (quando começa o recesso parlamentar da Aleac).

Até o momento o Governo do Estado já fechou acordo com o Sindicato dos Agentes da Polícia Civil, e a negociação está em reta final com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. “Resta apenas os delegados e os peritos, sendo que a reunião com os peritos acontece na próxima segunda-feira”, afirma Carioca. (AN do Acre)


Redução da jornada de trabalho
gera críticas dos empresários


A redução da jornada de trabalho dos assalariados de 44 horas para 40 horas semanais está gerando críticas dos empresários acrianos que acreditam na elevação dos custos e futuras demissões. Para os sindicalistas, o benefício garantirá a valorização do empregado e abertura de 1,8 milhão de vagas.

A diminuição no tempo de atividades do empregado está sendo discutida no Congresso Nacional, onde os deputados federais assinalaram pela aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O projeto de lei que altera a regra na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) deverá ser apreciado em plenário nas próximas semanas.

Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Rubenir Guerra, a medida prejudicará as empresas que deverão repassar os custos extras para os produtos.

“Isso deverá prejudicar também o consumidor final, que sempre sofre com esses repasses”, afirmou Guerra.

O representante da CDL afirmou que a redução da carga horária sem a redução dos salários deixou os empresários revoltados.

“É uma proposta eleitoreira que deverá favorecer o desemprego, o que provocará o agravamento da crise”, protestou o líder dos lojistas.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Manoel Lima, a mudança da CLT proporcionará a abertura de mais vagas no mercado.

“Os custos serão maiores, mas os empresários precisam parar de terem altos lucros”, respondeu o representante dos trabalhadores.

Manoel Lima afirmou que a redução da jornada de trabalho é uma conquista dos sindicatos que há anos vêm lutando para que os deputados pudessem analisar a reivindicação.

“Existem empregados que já trabalham 40 horas semanais; e outros, 44 horas, então estamos valorizando o trabalhador”, respondeu o sindicalista.

Na proposta, o trabalhador teria direito à redução da carga horária sem a diminuição do salário, além de receberem um aumento no valor da hora extra, que passaria de 50% para 75% da hora trabalhada. (Freud Antunes)


Programa garante Bolsa-Auxílio
a 200 estudantes da Ufac

O anfiteatro Garibaldi Brasil, localizado na Universidade Federal do Acre (Ufac), recebeu na manhã desta sexta-feira, dia 3, cerca de 200 acadêmicos que cursam nível superior na instituição.

Os estudantes foram beneficiados pelo Programa Institucional de Assistência ao Estudante de Graduação (Piaeg), que visa auxiliar acadêmicos de baixa renda, oferecendo uma bolsa-auxílio de R$ 300 mensais.

No encontro realizado no anfiteatro da Ufac, os estudantes assinaram um termo de compromisso de adesão ao Piaeg. Entre os participantes do evento, estava a reitora da universidade, Olinda Batista, e o professor-doutor Gilberto Dalmolin.

A reitora explica que para participar do programa institucional os acadêmicos precisaram se inscrever numa seleção para que a universidade pudesse saber se o candidato preenchia os critérios necessários para ser beneficiado pela bolsa.

“Nós temos um processo de edital, porque a procura é muito grande por essa bolsa”, informa.

Benefício ajuda alunos a concluir curso superior
De acordo com Olinda, 75% dos alunos que ingressam na Ufac vêm de escolas públicas e são de classe média baixa e, em grande parte, os casos auxiliam na renda mensal de suas famílias.
“Às vezes, quando eles chegam aqui, são impedidos de estudar porque não têm condições de se manter na universidade e de auxiliar na renda da família. Por isso, essa bolsa é um benefício que vem para ajudar na inclusão social”, destaca a reitora.

O acadêmico do 5º período de Pedagogia Assis Ribeiro mora no município de Senador Guiomard. Ele contou que tem uma despesa mensal alta, porque precisa se deslocar do seu município para ir à universidade. Caso não fosse selecionado para receber o benefício de R$ 300, ficaria mais complicado para concluir a graduação.

“O programa de assistência ao estudante é muito bom porque nos dá mais estímulo para estudar e concluir um curso de nível superior. Agora, eu vejo uma possibilidade de continuar meus estudos além da graduação para ser um bom profissional no mercado de trabalho. Sem dúvidas, esse é um programa muito bom”, concluiu o acadêmico de Pedagogia. (Nayanne Santana)


Dia Nacional dos Bombeiros é comemorado com formatura

Mais responsabilidade. Com esta frase, o comandante interino do Corpo de Bombeiros do Acre, coronel Oliveira, resumiu o sentimento dos formandos durante a solenidade de entrega de medalhas no Comando Geral na noite desta quinta-feira, 2, data em que se comemora o Dia dos Bombeiros.

Durante a formatura, o comandante do CB destacou a importância do trabalho da corporação em várias situações de emergência, como a última enchente, que desabrigou centenas de famílias na capital e em alguns municípios. Ele falou também do orgulho de pertencer a uma das instituições mais respeitadas pela sociedade.

O dia 2 de julho também foi também de comemoração para as famílias que foram prestigiar a solenidade de formatura de oficiais. A cada hino tocado pela banda de música da corporação, a emoção e orgulho dos familiares eram registrados pelos vários flashes das máquinas fotográficas.

Todos queriam registrar o momento de realização profissional. Assim foi com um dos mais antigos da corporação, coronel Flores, que há 23 anos dedica a vida ao serviço militar e recebeu a medalha de terceiro-sargento. Para ele, “é mais do que o reconhecimento do trabalho de uma vida, e sim a valorização de uma profissão que inspira tanta confiança e credibilidade para a população”.

Aos mais jovens que acabaram de entrar na profissão, fica a expectativa de também crescer dentro da corporação. A soldado Francisca Fragoso entrou para o CB por meio do último concurso público. De acordo com ela, “assistir à formatura dos colegas de farda estimula ainda mais os novos a trabalhar com a mesma seriedade e compromisso para um dia chegar aonde os formandos chegaram hoje”.

O vice-governador César Messias prestigiou a solenidade de formatura dos oficiais e enfatizou a importância do trabalho desenvolvido por eles não apenas nas situações de emergência, mas também o compromisso de fazer parte do plano de reestruturação do Sistema de Segurança Pública do Acre. (AN do Acre)


Estão abertas as inscrições para o Prêmio CNI 2009

“Grandes ideias geram grandes vitórias”. É com este slogan que a edição 2009 do Prêmio CNI abre as inscrições para todo o país. A Confederação Nacional da Indústria receberá as inscrições até o dia 14 de setembro. Podem participar do prêmio micro, pequenas, médias e grandes empresas, de todos os setores industriais, que apresentarem projetos nas categorias de Desenvolvimento Sustentável, Design, Inovação e Produtividade. Segundo o Gerente Executivo de Competitividade Industrial, Augusto Jucá, “a CNI acredita que, por meio da melhoria de processos de gestão e de inovação, as empresas podem se inserir cada vez mais no mercado global, independentemente do tamanho, área de atuação ou abrangência da empresa”.

A premiação coincide com um momento delicado da economia nacional e mundial, em que aumentar a competitividade torna-se primordial para a sobrevivência das empresas. “O prêmio lembrará o quanto é importante investir em inovação e sustentabilidade em tempos de crise e de escassez de recursos naturais”, ressalta Jucá.

O sistema de inscrição do Prêmio CNI tem, este ano, um novo formato para facilitar o processo de seleção de projetos. Todas as inscrições serão recebidas por meio da internet. Para as empresas interessadas, o primeiro passo é a pré-inscrição, na qual é feito um cadastro on-line. Uma vez as informações forem validadas pela organização do Prêmio, as candidatas receberão uma senha de acesso que permitirá acompanhar o andamento do prêmio pelo site da CNI.

“A inscrição virtual facilitará o acesso de um maior número de empresas”, comenta Augusto Jucá. Ele ressalta que as federações estaduais de indústria são parceiras da CNI no processo e vão colaborar com as empresas interessadas em participar do Prêmio.


Seringal Cachoeira atrai turistas

A floresta preservada e gerando renda para os seringueiros por meio do desenvolvimento sustentável. Esta é a realidade do Seringal Cachoeira palco dos empates feitos por Chico Mendes e os seringueiros para barrar a entrada de fazendeiros no lugar na década de 70. Localizado há um quilômetros de Xapuri, o Seringal é um Projeto Agroextrativista, onde vivem 85 famílias.

Atualmente elas sobrevivem da extração manejada de madeira, da castanha, da venda do látex para a indústria de preservativos Natex, em Xapuri. São cerca de três mil litros de látex coletados por semana. Nilson Mendes, um dos líderes do local, diz que a venda para a Natex é garantia de renda segura para os seringueiros. “Além disso, não temos mais todo aquele trabalho de defumar ou fazer outro processo aqui. Entregamos o látex para ser industrializado”.

Para a matriarca da família Mendes, Dona Cecília Mendes, de 83 anos, a vida hoje no local é a que o sobrinho Chico sonhava para todos. “A mata em pé, mas todos ganhando dinheiro de negócios gerados a partir da floresta. Aqui já teve um tempo em que só podíamos entregar a borracha para o patrão. Éramos como escravos, meu marido pagou o mesmo rádio várias vezes, todo ano, no acerto o rádio estava de novo nas contas. Agora podemos vender madeira, castanha e borracha para quem pagar melhor, somos livres”, relata a tia de Chico Mendes.

Pousada do Cachoeira
A comunidade do Seringal Cachoeira conta também com a renda da Pousada erguida no local em 2007 pelo governo do Estado. Os charmosos chalés em madeira e as trilhas na floresta garantem o turismo ecológico, histórico e científico. O local tem capacidade para brigar 32 pessoas e as diárias variam entre R$ 50 e R$ 180. Toda a mão de obra é local e os produtos consumidos são produzidos no próprio seringal.

A Pousada do Seringal Cachoeira é administrada por meio do arranjo PPC - Privado Público Comunitário. O governo do Estado - por meio da secretaria de Turismo -, as agências de Viagem e a comunidade. De acordo com a coordenadora de Atendimento ao Turista, Rita Ramos, de junho a agosto, a Pousada fica lotada. “Recebemos gente do Brasil inteiro e de vários países”.

Todo o dinheiro da pousada circula no Seringal. Os alimentos consumidos na pousada são produzidos no local e a mão de obra também, como relata o gerente Gleisom Xavier. Edivalda Maria , uma das cozinheiras, diz que o salário da pousada complementa a renda obtida pelo marido com a venda de látex e castanha. Para o seringueiro Celestino da Silva, vender açaí, frutas e galinhas para a pousada é um bom negócio. “Recebo na hora e não tenho que ir até Xapuri procurar venda para meus produtos”. Rita Ramos da secretaria de Turismo, lembra que até o final de agosto, uma piscina será inaugurada na Pousada do Cachoeira.

“O local é um paraíso”, define a psicóloga Macleine Paula de Melo, que passou o final de semana na pousada. Ela diz que além do bom serviço hoteleiro, fez questão de conhecer o lugar onde a história do Acre foi reescrita. (AN do Acre)


Distribuidoras proibidas de vender
bebida alcoólica após meia-noite


Na manhã desta quinta-feira foi a vez das distribuidoras de bebida se reunirem com a Secretaria de Segurança para discutir os critérios que serão exigidos na nova portaria da Furepol. A regulamentação vai impor as regras para comercialização de bebida alcoólica em bares, boates, restaurantes, buffets, chácaras e distribuidoras.

Por enquanto ficou pactuado que as distribuidoras devem seguir o que diz na portaria vigente, que é de fechar as portas à meia-noite, regra que nem todas vem seguindo e algumas funcionam 24 horas.

A preocupação da Secretaria de Segurança Pública é que as distribuidoras, em alguns momentos, têm papel determinante na permanência de jovens nas ruas, em locais públicos, pela facilidade de comercialização de bebida durante a madrugada.

Quatorze distribuidoras participaram da reunião. Segundo a secretária de Segurança, Márcia Regina, todas as sugestões e colocações foram anotadas e serão levadas em consideração na hora de editar a nova portaria. O Sistema de Segurança entende que a permanência das distribuidoras abertas apenas até a meia-noite, e não 24 horas como vem acontecendo, contribui para o aumento dos índices criminais, mas se preocupa em não prejudicar os empresários do setor, por isso as reuniões para que ambos cheguem a uma consenso que traga benefícios para todos, incluindo a comunidade. (AN do Acre)


Oficina: igrejas acrianas atuam na preservação ambiental

Introduzir a discussão ambiental no mundo cristão. Este é o objetivo da oficina A Missão da Igreja Local no Desenvolvimento Sustentável, realizada nesta sexta-feira na Biblioteca Marina Silva, que teve a participação de representantes de 40 igrejas cristãs de Rio Branco. Neste sábado a oficina é realizada em Xapuri. A iniciativa é do gabinete da senadora marina Silva. Segundo a assessora Jane Vilas Boas, o objetivo é formar nas igrejas, multiplicadores de ações de preservação ambiental. “As igrejas são organizações sólidas e com grande alcance social, por isso são excelentes parceiras na preservação ambiental”.

Quem coordena as ações com as igrejas de todo o Brasil é a organização Não Governamental A Rocha. A coordenadora Gínia Bomtempo explica que em vários trechos da bíblia, como na Gênesis, há citações sobre o meio ambiente. Segundo Gínia em vários estados já há ações concretas de fiéis de igrejas que modificam o ambiente em que vivem. Cita como exemplo o trabalho da Igreja Presbiteriana de Campinas, no interior de São Paulo, que executa projeto de destinação correta de resíduos sólidos.

O pastor Cid Mauro de Oliveira, líder da Igreja Congregacional, que tem cerca de 200 fiéis em Rio Branco, depois de ouvir as palestras da Rocha, anunciou que vai desenvolver campanha entre os membros da igreja no Estado. “Podemos trabalhar a conscientização das pessoas sobre o tema, mudar hábitos alimentares, economizar água, desenvolver projetos de reciclagem”, esclarece.

A Rocha tem apoio da ONG inglesa Tearfund e sobrevive também, graças a venda de camisetas, canecas ecológicas e sacolas retornáveis. Segundo Gínia Ramos, o cuidado com o meio ambiente é uma das formas de tratar de justiça social. “Cuidando do meio ambiente com zelo resolvemos questões práticas de males da sociedade como a fome”. (AN do Acre)


Professores aprendem a trabalhar
com alunos deficientes visuais

Parecia um ambiente de brincadeira de criança, com cola, bastão, tesoura, papel, isopor, tinta, madeira e muita criatividade, mas a presença destes materiais em uma sala com 38 professores da rede estadual tinha um objetivo nobre: confeccionar materiais didáticos para se trabalhar com alunos deficientes visuais.

O curso promovido pelo governo do Estado por meio da Gerência Especial de Ensino da Secretaria Estadual de Educação mobilizou professores de 12 municípios do Estado que durante uma semana aprenderam a construir maquetes, mapas, jogo da velha, livro tátil, pranchas adaptadas para desenhos, relógios em alto relevo, réguas, dominós e muitos outros objetos que beneficiarão cerca de 425 estudantes matriculados nas escolas acreanas.

Os docentes participantes desta etapa que se encerra nesta sexta-feira, 3, terão agora a responsabilidade de multiplicarem as técnicas adquiridas ao longo do curso, em seus respectivos municípios. A estimativa da gerente de Educação Especial da SEE, Cláudia De Paoli, é de atingir cerca de 600 profissionais que atuam desde o ensino infantil até o médio. “Essa é apenas a primeira turma, pois agora no retorno as suas cidades de origem, eles irão democratizar esta prática com seus colegas de trabalho”, lembra a gerente.

Professora na escola Samuel Barreira, no bairro Cohab do Bosque, em Rio Branco, Marli Viana acredita que as oficinas qualificam o profissional para atuarem em todos os níveis de ensino e deficiências . “Vamos fazer as atividades com mais segurança e criar ferramentas para atender a qualquer tipo de necessidade que o aluno venha ter, independente de seu grau de escolaridade”, explica.

De acordo com a professora que ministra as oficinas, Maria Cristina Godoy, mestre em Educação Especial, iniciativas como estas contribuem para que os alunos portadores deste tipo de deficiência melhorem o aprendizado. “Saber fazer o material adaptado ao aluno é dar condição a ele de se educar, além de ser mais uma ferramenta para inclusão”, destaca a mestre.

Com experiência de quem já trabalha há quarenta anos na área da Educação Especial, Maria Cristina disse que o Acre é um exemplo e que vem acompanhando a evolução do Estado nesta modalidade, constatação apresentada pelo Educacenso em 2008 e divulgado este ano, onde se registra um aumento de 82,3% no acesso de jovens com necessidades especiais à escola convencional no Estado. (AN do Acre)


GTA realiza oficina para debater
formas de comunicação no Acre


O Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) realiza neste final de semana a Oficina de Inclusão Digital e Comunicação. O evento está sendo realizado no hotel João Paulo e conta com representantes de toda a Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Maranhão, Pará, Mato Grosso e Tocantins).

De acordo com o coordenador do evento, Pedro Batista a oficina visa debater formas de comunicação e como usá-las. A intenção é criar comunidades que sigam e representem o GTA.
“Estamos discutindo a primeira história da comunicação. Isso é um direito humano. Além também dos instrumentos socioambientais. Nosso material ainda está sendo apenas para os participantes, mas futuramente será repassado para toda a comunidade interessada”, disse.
A participante Eliana dos Santos representa o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Epitaciolândia. Ela ressalta a importância da oficina e como pode melhorar o relacionamento na entidade.

“É importante porque vou aprender a levar conhecimento para o sindicato. Lá, ainda é muito lento, quando relacionado aos meios de comunicação. A oficina fará, com certeza, fará melhorar esse relacionamento. O sindicato conta com 150 pessoas em média, e todos precisam de uma boa comunicação”, ressaltou.

Fazem parte da Rede GTA organizações não-governamentais (ONGs) e movimentos sociais que representam seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, ribeirinhos, comunidades indígenas, além de pequenos agricultores e suas famílias.

A rede permite a integração de organizações não-governamentais de vários tipos e a multiplicação de experiências alternativas para o uso da floresta. A rede é organizada a partir de regionais, que se enquadram nas regiões administrativas oficiais, permitindo um melhor acompanhamento da discussão, elaboração e aprovação das políticas públicas socioambientais dos governos estaduais, municipais e federal. As regionais funcionam como fóruns, sendo vinculadas às ONGs que desenvolvem atividades comuns em uma determinada área. (Ana Paula Batalha)


Boticário e Ecad fecham acordo sobre direito autoral

Ecad e O Boticário fecham parceria para divulgação do pagamento realizado pela rede de lojas O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e O Boticário fecharam parceria para divulgação do pagamento do direito autoral realizado pela rede de cosméticos em virtude da utilização pública de músicas em suas lojas.

Desde março de 2007 que O Boticário efetua regularmente o pagamento do direito autoral ao Ecad referente a todas as lojas da rede, mas a partir de junho as mais de 2.700 lojas também passaram a utilizar um display com as marcas das duas empresas e com a seguinte mensagem: “O Boticário reconhece a importância da música em seus estabelecimentos, por isso paga direito autoral de execução pública das músicas tocadas nesta loja”.

O layout do display, aprovado previamente pelas áreas de Marketing das duas empresas, segue a identidade visual da rede de lojas, com predomínio das cores verde e branco. Com essa atitude, O Boticário reconhece a importância do direito autoral, dos artistas e das músicas executadas em seus estabelecimentos.

Atualmente, a música tem papel fundamental para a estratégia da empresa, presente em grande parte da programação de sua rádio interna, o que permite oferecer uma linguagem musical padronizada e dirigida ao perfil dos seus consumidores.

Segundo pesquisa da própria rede, 93% de seus clientes preferem que as lojas tenham música ambiente.

A pesquisa também mostra que 52% dos consumidores afirmam que ficam mais tempo na loja do que o planejado devido à música e que as lojas sonorizadas têm uma avaliação 15% melhor dos consumidores do que as demais lojas do mesmo segmento. Com isso, aumentam a interação e a fidelidade dos clientes com os produtos O Boticário. O Ecad já fechou parcerias desse tipo com vários usuários de música, o que demonstra que respeitar o pagamento direito autoral, além ser uma obrigação legal, pode ser um importante instrumento de divulgação da política de responsabilidade social de uma empresa.


TAC coíbe assédio moral a empregados

Ji-Paraná (RO) – Em termo de ajuste de conduta (TAC) firmado nos autos do IC (Inquérito Civil nº 54/2008), perante o Ministério Público do Trabalho, representado pela Procuradora do Trabalho Vanessa Patriota da Fonseca, no Município de Ji-Paraná/RO, o Supermercado São Jorge e seu proprietário, solidariamente, se comprometeram a cumprir diversas obrigações de fazer e não fazer, entre as quais combater discriminação e a prática de assédio moral a seus empregados, bem como a pagar multa no importe de R$10 mil, acrescida de R$ 1 mil por trabalhador prejudicado, na hipótese de deixar de cumprir quaisquer cláusulas do termo.

Com 14 cláusulas, o termo de ajuste de conduta, dentre outras obrigações, impõe ao o Supermercado e a seu representante legal absterem-se de exigir dos seus empregados serviços além de suas forças; de reduzir jornada de trabalho para pagar salários menores; de praticar assédio moral, ou seja, ato lesivo à honra e ou à boa fama dos seus trabalhadores, inclusive orientando os empregados que exerçam função de chefia a não adotarem igual conduta.

A empresa também se obriga a não tolerar atos de seus empregados que manifestem discriminação, agressões físicas e ou assédio moral, de qualquer espécie, devendo aplicar punições a seus autores após investigar o fato e também a promover o acompanhamento da conduta dos empregados que, comprovadamente tenham praticado atos discriminatórios, de modo a impedir que novos casos venham a ocorrer.

Terá ainda a empresa que elaborar cartaz para afixar na área onde haja maior circulação de trabalhadores, pelo prazo de seis meses, com os dizeres: “ constitui justa causa para a rescisão do contrato de trabalho pelo empregador a prática de ato lesivo da honra ou boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, devendo quaisquer destes atos, assim como a prática de toda espécie de assédio moral ser informado ao Ministério Público do Trabalho”.


 

 

 





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