Governo apresenta balanço parcial das ações durante a seca

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De junho a setembro, o Acre enfrentou a maior seca dos últimos 40 anos. A execução de ações emergenciais e planejamentos prévios, realizados pelo governo do Estado, foram decisivos para a manutenção do abastecimento de água e o combate e prevenção de queimadas e desmatamento ilegal.

Segundo o satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado registrou 6.394 focos de calor nesse período.

Paralelamente, o governo desenvolveu campanhas educativas e operações de combate e fiscalização.

O Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) apreendeu 111,77 metros cúbicos de madeira ilegal, realizou 43 conduções para delegacia e gerou 94 boletins de ocorrências.

As 40 horas de voo, realizadas pelo Centro Integrado de Operações Áreas (Ciopaer), resultaram no embargo e autuação de 60 propriedades rurais.

Nesse período, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) aplicou mais de R$ 1 milhão em multas por crimes ambientais em todo o estado.

Somente em Rio Branco, o Corpo de Bombeiros atendeu duas mil ocorrências de incêndios florestais.

As fiscalizações foram realizadas em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Defesa Civil Estadual, Defesa Civil e Prefeitura de Rio Branco, Corpo de Bombeiros e demais órgãos ambientais.

Crise hídrica

O Rio Acre, em Rio Branco, atingiu sua menor cota (1,30 metro) nos dias 16 e 18 de setembro, segundo dados da Defesa Civil.

Nesse período, o Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) atuou com bombas flutuantes para manter o fluxo de abastecimento da capital, minimizando os danos causados à sociedade – Plano de Contingência que ainda está sendo desenvolvido em decorrência da oscilação do nível do manancial.

“As chuvas que recebemos não representam uma recuperação dos nossos lençóis de água. Temos tido uma grande oscilação do nível do Rio Acre, de modo que todo o esforço que estamos fazendo permanece igual ao que realizamos quando o rio estava a 1,30 metro”, explica Edvaldo Magalhães, diretor-presidente do Depasa.