Hansenianos abandonados: sem apoio do Governo, saqueados por vândalos

Com parte dos serviços suspensos por falta de recursos, já que desde 2019, o estado suspendeu o convênio com a entidade que atende mais de 1.500 pacientes, o Morhan – Movimento de Reintegração das Pessoas atingidas pela hanseníase – sofreu outro duro golpe. Na madrugada dessa segunda-feira a sede foi arrombada e levaram o último computador que ainda funcionava e o único televisor que sobrou. Os ladrões ainda levaram cadeiras e mantimentos.

Sem caixa, o Morhan não vai poder comprar os novos equipamentos. Desde o corte do convênio com o governo estadual, que garantia a cobertura de 80% dos custos, a entidade está prestes de fechar as portas.

Basta olhar a sede para sentir o drama: o teto está para desabar e o reboco das paredes está caindo, as salas cedidas pelo estado precisam de reformas urgentes. A Secretaria de Saúde até prometeu fazer, mas ficou apenas na promessa.

Segundo Elson Dias, coordenador do Morhan em Rio Branco, além de receber recursos, a entidade ainda contava com servidores cedidos pelo estado, e, com isso, conseguia atender mais de 1.500 pacientes que recebiam orientação e ajuda no tratamento, como levar os hansenianos sem condições e locomoção para hospitais e a oficina ortopédica. “Agora restam apenas voluntários como eu para fazer o atendimento apenas na sede, e vivemos dos poucos recursos que conseguimos arrecadar com quem ainda usa os serviços do Morhan”, explicou.